Secretário Pablo Souza afirma que ação durante a madrugada de domingo provocou impactos no transporte público e cobra tratamento igualitário na apuração de denúncias envolvendo ônibus metropolitanos.
Por: Redação Alvoroço

O secretário municipal de Mobilidade Urbana de Salvador, Pablo Souza, afirmou nesta terça-feira (27) que a prefeitura vai solicitar ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) a responsabilização dos sindicalistas envolvidos no chamado “adesivaço” de ônibus na madrugada do último domingo (25). Segundo o gestor, o município também vai pedir a prisão dos envolvidos.
Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, o secretário informou que a manifestação formal será encaminhada à Justiça Eleitoral, que apura as falhas registradas na operação do transporte público durante o segundo turno das eleições.
Por telefone, Pablo Souza, que retornou de uma missão em Paris na segunda-feira (26), afirmou que pretende cobrar providências do tribunal.
“Nós vamos pedir sim que o TRE adote as consequências com essas pessoas, e nós vamos pedir sim que o TRE adote um atendimento igualitário com relação aos ônibus estaduais”, afirmou.
Prefeitura atribui atrasos a ação de sindicalistas
No domingo, a Prefeitura de Salvador informou que os atrasos e a redução da frota de ônibus em circulação, relatados por eleitores e partidos políticos, teriam sido provocados pela ação de sindicalistas que adesivaram veículos municipais com material de boca de urna.
Segundo a administração municipal, a prática configura crime eleitoral.
O secretário defende que os envolvidos sejam identificados e responsabilizados. Ele também cobra a apuração de denúncias sobre possíveis obstruções na operação do transporte público na Região Metropolitana de Salvador (RMS).
Na avaliação de Pablo Souza, as ocorrências envolvendo os ônibus metropolitanos não receberam a mesma atenção dada às denúncias relacionadas ao sistema de transporte da capital baiana.
Secretário critica atuação do governo estadual
Durante a entrevista, Pablo Souza questionou a postura do governo estadual diante das denúncias e afirmou que teria ocorrido uma “criação de um fato político” em torno do caso.
“É um absurdo, no estado democrático, que todos nós defendemos, a gente ter uma postura dessa natureza, em que se há uma ação desproporcional. Há imagens circulando em toda a imprensa das garagens dos ônibus metropolitanos lotados e não houve qualquer tipo de posição por parte do governador ou do Governo do Estado, muito pelo contrário, houve a criação de um fato político em relação a este tema. Mas a gente tem muita tranquilidade porque independente de política, a gente está aqui para trabalhar pelas pessoas”, disse o secretário.
As denúncias envolvendo a operação dos ônibus durante o segundo turno seguem sob investigação do TRE-BA.