Super Quarta: Banco Central mantém Selic em 15% ao ano, FED dos EUA reduz taxa em 0,25%

No Brasil, o Copom vê inflação no centro da meta somente em 2027 e nos EUA, o mercado de trabalho preocupa.

Por: Lucas Gravatá

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) desta quarta-feira (10), decidiu manter a taxa básica de juros em 15%. Esta é a quarta manutenção consecutiva da selic e marca a última reunião do colegiado em 2025.

Segundo o comunicado, a autoridade monetária cita o ambiente externo como incerto em função da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, mas destaca o cenário inflacionário doméstico com risco de alta.

“As expectativas de inflação para 2025 e 2026 apuradas pela pesquisa Focus permanecem em valores acima da meta, situando-se em 4,4% e 4,2%, respectivamente. A projeção de inflação do Copom para o segundo trimestre de 2027, atual horizonte relevante de política monetária, situa-se em 3,2% no cenário de referência”, diz o comunicado.

Para o Banco Central, ao manter a taxa básica de juros nesse patamar, a autarquia entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o centro da meta ao longo do horizonte relevante.

“Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, complementa o comunicado.

O Comitê enfatiza que seguirá vigilante, que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que, como usual, não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso julgue apropriado.

EUA

Nos EUA, o Federal Reserve decidiu, pela terceira vez consecutiva, baixar os juros americanos em 0,25%, para a faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, menor nível desde setembro de 2022.

Segundo o comunicado do FED, a redução dos juros está ligada às preocupações com o mercado de trabalho americano, que tem apresentado alta nos pedidos de desemprego.

O Banco Central dos EUA sinaliza um possível corte na taxa em 2026, refletindo cautela diante da inflação que registra alta de 3% ao ano, longe da meta de 2% e no enfraquecimento do mercado de trabalho.