Por: Lucas Gravatá

A nova rodoviária de Salvador, localizada às margens da BR-324, no bairro de Águas Claras, começou a operar no dia 20 de janeiro e uma semana depois já há proposta para ganhar um novo nome e ser mais um espaço para exposição cultural.
A proposta é da deputada estadual Olívia Santana (PCdoB), sugerindo ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) a mudança do nome do equipamento para Terminal Rodoviário Governador Waldir Pires, justificando a relevância histórica e homenagem ao ex-governador baiano.
“Diante da relevância histórica, social e simbólica desse novo equipamento, esta indicação propõe uma justa homenagem a um dos mais notáveis homens públicos da história da Bahia e do Brasil”, destacou a parlamentar.
A parlamentar ainda destaca a vida pública do ex-governador com o propósito do novo terminal ser um equipamento democrático e voltado à promoção do direito à mobilidade, afirmando que o novo batismo é “um ato de justiça histórica e de reconhecimento institucional a um baiano que dedicou sua vida ao serviço público e à construção de um Estado mais justo e inclusivo.”
Vitrine do artesanato

A deputada também apresentou um projeto para transformar o novo terminal em uma vitrine permanente para o talento baiano, sugerindo a criação de um calendário fixo de feiras de artesanato no local, aproveitando o fluxo intenso de passageiros do novo equipamento, que conecta a capital a diversas regiões da Bahia através da BR-324, para fortalecer a economia criativa e a geração de emprego e renda.
Em sua justificativa, Olívia Santana destaca que a produção artesanal baiana é majoritariamente protagonizada por mulheres, população negra, comunidades tradicionais e trabalhadores da economia popular e que a iniciativa é apresentada como uma ferramenta de inclusão social.
“A realização permanente dessas feiras em espaço de grande circulação de pessoas contribuirá para ampliar mercados e dar visibilidade aos produtos oriundos dos diversos territórios de identidade da Bahia”, afirma a deputada.
“Se acatada pelo Governo do Estado, a medida deve estruturar uma rede de apoio para que artesãs e artesãos de diversos municípios possam escoar sua produção diretamente para o público viajante, fortalecendo a identidade cultural da Bahia logo na porta de entrada e saída da capital”, finalizou a parlamentar.