Datafolha: avaliação negativa de Lula segue maior que a positiva, mas diferença diminui

Levantamento mostra melhora nos índices de aprovação do presidente; cenário eleitoral também aponta ampliação da vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro

Por: Redação Alvoroço

Foto: Ricardo Stuckert/PR

A avaliação negativa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua superior à positiva, mas a distância entre os dois indicadores apresentou redução nas últimas semanas, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (23).

De acordo com o levantamento, 38% dos entrevistados classificam a administração federal como ruim ou péssima, enquanto 32% consideram o governo ótimo ou bom. Outros 28% avaliam a gestão como regular, e 1% não soube opinar.

Os números indicam uma melhora em relação às pesquisas anteriores. Em maio, a taxa de aprovação era de 30%, contra 39% de avaliações negativas. Já em abril, o governo registrava 29% de ótimo ou bom e 40% de ruim ou péssimo.

A pesquisa também apontou avanço na aprovação pessoal do presidente. Atualmente, 48% dos entrevistados aprovam o desempenho de Lula, enquanto o mesmo percentual desaprova sua atuação. Na rodada anterior, os índices eram de 45% de aprovação e 51% de desaprovação.

O levantamento foi realizado nos dias 20 e 21 de maio, com 2.004 entrevistados em 139 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Cenário eleitoral

Além da avaliação do governo, o Datafolha testou cenários para a disputa presidencial de 2026. No primeiro turno, Lula aparece com 40% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro registra 31%.

Em uma eventual disputa de segundo turno, o presidente alcança 47% das preferências, contra 43% do parlamentar do PL.

Segundo o instituto, esta foi a primeira pesquisa realizada integralmente após a repercussão das reportagens envolvendo Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro. Entre os entrevistados que afirmaram conhecer o caso, 64% avaliaram negativamente a conduta do senador.

O estudo também mostra que o momento mais delicado da avaliação do governo neste mandato ocorreu em fevereiro de 2025, quando a aprovação caiu para 24% e a reprovação atingiu 41%. Desde então, os índices passaram a apresentar oscilações e sinalizam uma recuperação gradual.