Anvisa proíbe venda e determina apreensão de marcas de sal comercializadas sem registro

Por: Redação Alvoroço

Foto: EBC

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão e proibiu a fabricação, comercialização e uso de diferentes marcas de sal vendidas pela internet sem registro sanitário. A decisão foi publicada na quinta-feira (6) no Diário Oficial da União.

A medida envolve os produtos Quanqton Ocean Salts, Sal Integral Quanqton, Sal Perfeito, New Quantic, Endurance e Sal Marinho Integral. Segundo a agência, os itens eram encontrados em embalagens de 250 gramas, 1 quilo e 2 quilos e comercializados por empresas que não foram identificadas e não tinham autorização para funcionar.

Produtos eram vendidos pela internet

De acordo com a Anvisa, os produtos estavam disponíveis em plataformas de comércio eletrônico sem a devida regularização sanitária.

A agência informou ainda que não conseguiu localizar os responsáveis pela fabricação e comercialização dos produtos. A situação caracteriza produção clandestina e impede a comprovação da origem dos alimentos, além de não oferecer garantias sobre os processos de fabricação e controle de qualidade.

Publicidade fazia promessas de benefícios à saúde

Além da ausência de registro, a Anvisa identificou irregularidades nas propagandas utilizadas para divulgar os produtos. Os anúncios associavam os sais a possíveis benefícios como prevenção de câimbras, melhora da hidratação e recuperação após atividades físicas.

A agência ressalta que alimentos não podem ser anunciados com propriedades terapêuticas ou promessas relacionadas à prevenção e ao tratamento de problemas de saúde. Alegações dessa natureza são submetidas a regras específicas e, quando aplicáveis, dependem de comprovação científica e autorização para medicamentos.

Medidas determinadas pela Anvisa

Diante das irregularidades, a Anvisa proibiu, em todo o território nacional, a fabricação, importação, distribuição, comercialização, propaganda e uso dos produtos citados.

A agência também determinou a apreensão dos itens, como forma de impedir que continuem sendo comercializados ou utilizados pelos consumidores.