Brasil fecha 2025 com saldo positivo de 1,27 milhão de vagas, menor saldo desde 2020

Por: Redação Alvoroço

Foto: Joel Vargas / PMPA

O mercado de trabalho formal brasileiro encerrou 2025 em trajetória de crescimento, com saldo positivo de 1.279.498 empregos com carteira assinada, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados nesta quinta-feira (29) pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).

Em relação a 2024, os dados representam uma queda de 23%, quando foram criados cerca de 1,67 milhão empregos com carteira assinada. O resultado é o pior para um ano consolidado desde 2020, ano da pandemia, quando o ano fechou com um saldo negativo de 189 mil.

De acordo com o levantamento, todas as 27 Unidades da Federação registraram saldos positivos na geração de empregos ao longo do ano. Os maiores volumes de vagas criadas foram observados em São Paulo, com 311.228 postos (+2,17%), seguido por Rio de Janeiro (+100.920 ou +2,60%) e Bahia (+94.380 ou +4,41%). Em termos proporcionais, os maiores crescimentos ocorreram no Amapá (+8,41%), Paraíba (+6,03%) e Piauí (+5,81%).

O avanço do emprego formal foi verificado também em todos os cinco grandes grupamentos de atividades econômicas. O setor de Serviços liderou a geração de vagas em 2025, com 758.355 novos postos (+3,29%), impulsionado principalmente pelos segmentos de Informação, Comunicação, Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (+318.460) e de Administração Pública, Defesa, Seguridade Social, Educação, Saúde e Serviços Sociais (+194.903).

Na sequência, o Comércio criou 247.097 empregos (+2,3%), enquanto a Indústria registrou saldo positivo de 144.319 vagas (+1,6%), com destaque para a Fabricação de Produtos Alimentícios (+49.039) e a Manutenção, Reparação e Instalação de Máquinas e Equipamentos (+17.021). A Construção gerou 87.878 postos (+3,1%) e a Agropecuária contabilizou 41.870 vagas (+2,3%).

Apesar do desempenho positivo no acumulado do ano, o mês de dezembro apresentou retração, com saldo negativo de -618.164 postos de trabalho, movimento considerado sazonal pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Historicamente, o último mês do ano registra queda nas contratações, e em 2025 a variação mensal foi de -1,26%, patamar próximo à média de dezembro de 2023 e 2024 (–1,07%).

Em dezembro, todos os setores apresentaram perdas, com maior impacto nos Serviços, que fecharam 280.810 vagas (–1,17%). A Indústria perdeu 135.087 postos, seguida pela Construção (–104.077), Comércio (–54.355) e Agropecuária (–43.836). Todas as Unidades da Federação também registraram saldos negativos no mês, com destaque para São Paulo (–224.282), Minas Gerais (–72.755) e Paraná (–51.087).

O estoque de trabalhadores com carteira assinada, no entanto, cresceu ao longo de 2025, passando de 47,19 milhões em 2024 para 48,47 milhões, uma alta de 2,71%.

Em relação à rotatividade, a taxa do emprego formal subiu de 32,79% em 2024 para 33,64% em 2025, considerando desligamentos ajustados, com exclusão de óbitos, aposentadorias e demissões voluntárias.

Já o salário médio real de admissão em dezembro de 2025 foi de R$ 2.303,78, apresentando leve recuo de 0,51% em relação a novembro. Na comparação com dezembro do ano anterior, descontados os efeitos sazonais, o indicador mostrou alta real de 2,55%, equivalente a um aumento de R$ 57,18.