Casa da Mulher Brasileira de Curitiba cria espaço para acolher pets de vítimas de violência

Iniciativa busca garantir proteção integral às mulheres e evitar que animais sejam deixados para trás em situações de risco

Por: Lucas Gravatá

Foto: Isabella Mayer/SECOM

A Casa da Mulher Brasileira de Curitiba passou a contar com um espaço exclusivo para acolher animais de estimação de mulheres vítimas de violência doméstica. A iniciativa, anunciada nesta semana, amplia a rede de proteção oferecida pela unidade e reforça o atendimento humanizado às vítimas.

O novo ambiente foi estruturado para receber cães, gatos e outros animais de forma segura durante o período em que as mulheres permanecem acolhidas no local. A proposta é evitar que vítimas deixem de denunciar agressões ou sair de casa por não terem com quem deixar seus pets — uma situação comum em casos de violência doméstica.

A unidade de Curitiba já era considerada referência nacional nesse tipo de atendimento e foi pioneira ao adotar políticas de acolhimento que incluem os animais de estimação. Desde a criação do serviço, dezenas de animais já passaram pelo espaço, incluindo não apenas cães e gatos, mas também outras espécies.

Foto: Isabella Mayer/SECOM

Segundo a coordenação da Casa, a presença dos animais contribui diretamente para o bem-estar emocional das vítimas, funcionando como apoio afetivo em um momento de vulnerabilidade. Estudos e relatos indicam que muitas mulheres permanecem em relações abusivas por medo de abandonar seus animais ou por receio de que eles também sejam vítimas de violência.

A Casa da Mulher Brasileira integra serviços como delegacia especializada, apoio psicológico, assistência jurídica e abrigo temporário em um único espaço, funcionando como porta de entrada para mulheres em situação de violência. Com a ampliação do acolhimento para pets, a unidade de Curitiba reforça o modelo de atendimento integral, que busca proteger não apenas as vítimas, mas todo o seu núcleo familiar.

A iniciativa tem sido vista como um avanço nas políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher e pode servir de modelo para outras cidades brasileiras.