Lula cobra expulsão de servidor da CGU após agressão contra a esposa e o filho

Presidente classificou o episódio como inadmissível e enfatizou que não deve fechar os olhos à violência contra as mulheres, independente das posições que os agressores ocupam

Por: Lucas Gravatá

Reprodução/redes sociais

Por meio das redes sociais, o presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) se pronunciou a respeito das agressões cometidas por um servidor da Controladoria-Geral da União (CGU) contra a sua esposa e seu filho de quatro anos, em Águas claras, Distrito Federal.

O presidente determinou que o controlador-geral da união, ministro Vinicius Marques de Carvalho, abra um processo interno para responsabilização e a expulsão do serviço público.

“É inadmissível e precisa de uma resposta firme do poder público, considerando tratar-se um serviço federal”, disse o presidente no X.

Lula enfatizou que não deve fechar os olhos à violência contra as mulheres, independente das posições que os agressores ocupam.

“Não vamos fechar os olhos aos agressores de mulheres e crianças estejam eles onde estiverem, ocupem as posições que ocuparem. Um servidor público deve ser um exemplo de conduta dentro e fora do local de trabalho”, declarou Lula.

O petista finaliza, destacando que o combate ao feminicídio e a toda forma de violência contra as mulheres é “um compromisso e uma prioridade do meu governo.”

No seu pronunciamento de Natal em cadeia de rádio e TV, exibido nesta quarta-feira (24), o presidente afirmou que vai liderar o combate à violência contra a mulher, envolvendo diversos órgãos federais e a sociedade, chamando todos os homens a serem aliados nessa causa.

As agressões cometidas pelo servidor na noite do dia 7 de dezembro, foram registradas pelas câmeras de segurança do prédio onde as vítimas moram.

Até o momento não há informação da Polícia Civil sobre a prisão do servidor identificado como David Cosac Júnior, de 49 anos. Na CGU, ela ocupa o cargo de analista de sistemas.

Em nota, o ministro da CGU, Vinícius Marques de Carvalho, disse que os “fatos são gravíssimos e inaceitáveis” e que o servidor será investigado.