Salvador fecha 2025 como líder em geração de empregos no Nordeste, aponta Caged

Por: Redação Alvoroço

Foto: Manu Dias/GOVBA

Salvador consolidou, em 2025, sua posição entre as principais cidades brasileiras na geração de empregos formais. A capital baiana encerrou o ano com saldo positivo de 30.441 novos postos de trabalho com carteira assinada, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Com o resultado, Salvador ficou na 4ª colocação entre as 27 capitais do país e assumiu a liderança no Nordeste.

O desempenho da capital representa 32% de todo o saldo de empregos formais da Bahia no ano, evidenciando o peso da economia soteropolitana no cenário estadual. Ao final de 2025, Salvador alcançou a marca de 696.934 empregos formais ativos.

Todos os setores da economia apresentaram saldo positivo no período. O destaque ficou para o setor de Serviços, responsável por 23.261 novas vagas, seguido pela Construção Civil, com 4.290 postos de trabalho. A Indústria também contribuiu com 2.227 vagas, enquanto o Comércio registrou saldo de 604 empregos, reforçando a diversificação e a resiliência da matriz econômica municipal.

O prefeito Bruno Reis comemorou os números e atribuiu o desempenho a políticas públicas focadas no desenvolvimento econômico e social. “Esse resultado é motivo de muito orgulho para Salvador. Ele demonstra que vivemos um ciclo virtuoso de desenvolvimento, baseado na confiança do investidor, na qualificação profissional da nossa gente e em um ambiente de negócios que hoje é referência no país”, afirmou.

Segundo o prefeito, iniciativas como o programa Treinar para Empregar, a desburocratização na abertura de empresas, a atração de investimentos estratégicos e o ritmo acelerado de obras públicas em diferentes regiões da cidade foram decisivas para o resultado. “O maior programa social é a geração de emprego e renda. Os números do Caged confirmam que Salvador está no caminho certo”, destacou.

Para a secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda (Semdec), Mila Paes, o desempenho é reflexo de planejamento e integração entre infraestrutura urbana e capacitação profissional. “Os números não são obra do acaso. Salvador se tornou um porto seguro para o investidor porque oferece confiança, estrutura e mão de obra qualificada”, afirmou.

Ela ressaltou ainda os investimentos em qualificação profissional e a modernização da cidade como fatores que reduzem custos operacionais para as empresas. “Estamos preparando o soteropolitano para ocupar as vagas que o mercado está criando, garantindo que o crescimento econômico chegue à ponta”, completou.

Além das ações voltadas à qualificação, a Prefeitura tem investido na modernização da legislação municipal e na criação de incentivos para atrair investimentos em setores estratégicos, como infraestrutura, tecnologia, turismo e economia criativa. A simplificação de processos para abertura de empresas tem atraído novos empreendimentos de médio e grande porte para a capital.

Outro fator relevante foi a aceleração de obras públicas e parcerias público-privadas (PPPs), que impulsionaram a cadeia produtiva da construção civil e geraram milhares de empregos diretos e indiretos em diferentes regiões da cidade.

Dados sobre ocupação também reforçam o cenário positivo. A população ocupada em Salvador foi estimada em quase 1,3 milhão de pessoas, o equivalente a 19,6% dos ocupados na Bahia. O número representa um aumento de 10 mil pessoas em relação ao trimestre anterior e de 55 mil na comparação anual, elevando o nível de ocupação de 55,7% para 58,1%.

Para 2026, a Semdec planeja intensificar ações como rodadas de negócios, mutirões de emprego por meio do Serviço Municipal de Intermediação de Mão de Obra (Simm) e a ampliação de incentivos à formalização de empreendedores, com apoio do SAC Empreendedor.

“O objetivo é manter Salvador no topo do ranking nacional, fortalecendo os empreendedores e os microempreendedores individuais, além de ampliar investimentos e parcerias público-privadas, garantindo um crescimento sustentável e inclusivo”, concluiu Mila Paes.