Morando nos EUA, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo, acusaram a falta de coesão interna e apoio em suas ações como insuficientes.
Por: Lucas Gravatá

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) se manifestou, nesta sexta-feira (12), nas redes sociais, sobre a retirada das sanções ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, relacionadas à Lei Magnitsky.
“Recebemos com pesar a notícia da mais recente decisão anunciada pelo governo dos EUA. Somos gratos pelo apoio demonstrado pelo Presidente Trump ao longo deste processo e pela atenção que dedicou à grave crise de liberdades que afeta o Brasil”, disse o deputado no X, antigo Twitter.
A declaração é assinada em conjunto com seu aliado nos EUA, o jornalista Paulo Figueiredo, onde citam a “falta de coesão interna e o apoio insuficiente às iniciativas realizadas no exterior” que contribuíram para a decisão do Departamento de Estado Americano de hoje.
A retirada das sanções ocorre após uma aproximação entre o presidente Lula (PT) e o presidente dos EUA, Donald Trump, que começou em setembro, na assembleia geral da ONU. Desde então, os dois chefes de Estado têm estreitado relações, na qual o americano chegou a afirmar que “gosta muito do Lula”.
A Lei Magnitsky foi aplicada a Alexandre de Moares, sua esposa e filhas, com a justificativa de perseguição política ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Trump chegou a classificar como uma “caça às bruxas” o que “estão fazendo com seu ex-presidente.”
As empresas ligadas ao casal também entraram na lista de punições.
REAÇÕES
Para a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Roffmann (PT), a retirada das sanções é uma “grande vitória do Brasil e do presidente Lula.”
“Foi Lula quem colocou esta revogação na mesa de Donald Trump, num diálogo altivo e soberano. É uma grande derrota da família de Jair Bolsonaro, traidores que conspiraram contra o Brasil e contra a Justiça”, disse em postagem no X.
O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, classificou como uma “vitória da soberania” e uma ” derrota histórica dos traidores da Pátria” que tentaram negociar sanções internacionais e aplicações de tarifas ao Brasil.
Também no X, a embaixada americana no Brasil disse que o uso do processo legal para instrumentalizar diferenças políticas no país é visto “consistentemente com preocupação” e classificou o projeto de lei (Dosimetria) aprovado pela Câmara dos Deputados como um “passo inicial para correção desses abusos.”
“Finalmente, estamos vendo o início de um caminho para o fortalecimento de nossas relações”, finaliza a postagem da embaixada.
Para o líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante, a “guerra para tirar a suprema esquerda”, será dos brasileiros, em agradecimento a Donald Trump. Para o deputado, o mundo reage quando instituições internas falham, no que classificou como “conter excessos.”