Senador havia publicado nas redes sociais a necessidade de aprovar o projeto de anistia ainda este ano.
Por: Lucas Gravatá

Após o anúncio de sua candidatura à presidência em 2026, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comentou neste domingo, 7, que há um preço para desistir da disputa presidencial. A fala ocorreu após sair de um culto evangélico, em Brasília.
“Tem uma possibilidade de não ir até o fim e eu vou negociar. Amanhã (9/12) a gente conversa. Só quero que vocês pensem o que está em jogo no Brasil e quanto vale tirar a minha candidatura”, declarou.
O Senador havia publicado nas redes sociais a necessidade de aprovar o projeto de anistia ainda este ano. É “o primeiro gesto que eu peço a todas as lideranças políticas que se dizem anti-lula”, comentou.
“Espero não estar sendo radical por querer anistia para inocentes. Temos só duas semanas, vamos unir a direita”, finaliza o senador em publicação no X, antigo Twitter.
Em entrevista a jornalistas após a saída de uma igreja, marcando o primeiro compromisso político como pré-candidato, Flávio disse que vai se reunir com dirigentes partidários da direita para apresentar seu projeto.
“Vamos conversar amanhã com o Valdemar (Costa Neto), presidente do PL, com o (Antônio) Rueda, (presidente do União Brasil), com o Ciro Nogueira, (presidente do PP), Rogério Marinho (PL-RN), Líder da oposição no Senado e vamos fazer um convite ao Marcos Pereira, (presidente do Republicanos), para que todos possam conversar, sem compromisso com absolutamente nada, para que todos possamos trocar as nossas impressões e ouvirem de mim o projeto que vai ser o vencedor das eleições”, disse o senador.
ANISTIA
Em setembro, a Câmara dos Deputados aprovou o requerimento de urgência para o Projeto de Lei 2162/23, sobre anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, apresentado pelo deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ).
A proposta tem como objetivo beneficiar diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, dano ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.
O presidente da Câmara, deputado Hugo Mota, (Republicanos-PB), indicou o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) como relator do projeto. Após resistências ao tema por parte dos parlamentares e com possibilidade de ser barrado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que previa anistia geral e irrestrita, o congressista revisou o conteúdo da matéria propondo uma redução das penas, o que ficou conhecido como projeto da dosimetria.
O projeto ainda está em discussão e, se o PL aceitar o acordo e for aprovados, pode tirar o ex-presidente do regime fechado.