Minha candidatura é pra valer, não é balão de ensaio e não tem volta, diz Flávio Bolsonaro

Senador anunciou sua candidatura na última sexta-feira (5) e busca apoios da direita e centrão em torno do seu nome.

Por: Lucas Gravatá

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou na manhã desta terça-feira (9) que sua pré-candidatura à presidência em 2026 é pra valer, não é balão de ensaio e não tem volta.

A declaração ocorreu na sede da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, após visitar o seu pai, ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Essa candidatura é irreversível, palavras dele. Não vamos voltar atrás, vamos seguir em frente e a partir de agora, a gente ir conversando com as pessoas, pra ter as pessoas certas ao nosso lado”, comentou.

Apesar da reação ao anúncio de seu nome à corrida presidencial, o senador declarou no último domingo (7) que há um “preço” sobre a possibilidade de sua candidatura “não ir até o fim.”

Na conversa com a imprensa na manhã de hoje, o senador voltou a contornar a situação, dizendo que o “preço” é “Jair Bolsonaro livre e nas urnas”, ou seja, não te preço, rechaçando a ideia de que está se colocando à venda.

“Foi um ato isolado o que eu falei. Foi um ato (anúncio da candidatura) que começou no final da manhã e foi até à noite quando eu falei qual era o meu preço. Meu preço é o Bolsonaro livre e nas urnas, ou seja, não tem preço. Essa é a conclusão”, afirmou.

Questionado sobre a declaração do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o congressista disse que Jair Bolsonaro pediu para agradecer o apoio dado pelo chefe do executivo paulistano.

“Ele pediu para agradecer o governador Tarcísio pela fala dele, ele conseguiu acompanhar pela TV aberta. Eu também quero de público agradecer o posicionamento do governador Tarcísio. A gente vai estar mais junto do que nunca”, disse o filho do ex-presidente.

Reunião em busca de apoio

Na noite dessa segunda-feira (8), o senador ofereceu um jantar em busca de apoio em torno do seu nome e classificou a reunião como positiva.

O jantar ocorreu em sua residência, em Brasília e contou com a participação do presidente do União Brasil, Antonio Rueda; o líder do PP, Ciro Nogueira; e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto.

“Minha relação é muito boa com o Ciro, com o Rueda, com o Rogerio Marinho. A conversa foi muito franca, muito aberta. Eles estão preocupados com o meu nome não tracionar, mas já estou tracionando. A conversa já era o que eu estava esperando. Eles foram bem claros, eu fui bem claro em pedir o apoio pra eles, desde o primeiro momento e obviamente eles vão conversar com as bases deles”, afirmou.

Impedido de disputar as eleições, Jair Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses por tentativa de golpe de estado e está inelegível.