Protestos se espalham pelo Brasil para cobrar justiça pela morte do cão “Orelha”

Além de pedir punição aos responsáveis pelo espancamento, muitos participantes dos atos também têm cobrado alterações mais severas na legislação

Por: Lucas Gravatá

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Centenas de pessoas foram às ruas em várias capitais brasileiras neste domingo (1º/2) para pedir justiça e responsabilização pela morte do cão conhecido como Orelha, vítima de maus-tratos, que mobilizou a opinião pública nacional e repercussão Internacional nas últimas semanas.

Em São Paulo, manifestantes se reuniram nas primeiras horas da manhã em frente ao Museu de Arte de São Paulo (MASP), na Avenida Paulista, carregando cartazes e palavras de ordem em defesa dos animais. A presença de tutores com seus próprios pets reforçou o caráter pacífico e emotivo do ato, que envolveu ativistas, moradores e simpatizantes da causa animal.

Movimentos semelhantes também foram registrados em diversas regiões do país. Na Feira Hippie, em Belo Horizonte (MG), dezenas de pessoas caminharam pelas ruas centrais portando imagens do cão e faixas que pediam o fim da impunidade e políticas públicas mais rígidas contra maus-tratos a animais.

Em Salvador, a mobilização aconteceu no Farol da Barra. Moradores, defensores e ativistas da Causa animal se encontraram para cobrar por justiça e punição aos agressores de Orelha.

Em outras capitais e cidades, incluindo Fortaleza (CE), Campinas (SP) e Natal (RN), organizadores confirmaram atos ao longo do dia com o objetivo de manter o caso em destaque e ampliar a discussão sobre a proteção animal.

O movimento social, que teve início após a divulgação de imagens e relatos sobre a agressão sofrida por Orelha na Praia Brava, em Florianópolis (SC), ganhou força ao longo de janeiro. O cão comunitário, que vivia há cerca de 10 anos em um bairro do litoral catarinense e era alimentado e cuidado por moradores, foi brutalmente atacado por quatro adolescentes, segundo a investigação policial. Diante da gravidade dos ferimentos, ele não resistiu e foi submetido à eutanásia em uma clínica veterinária.

Além de pedir punição aos responsáveis pelo espancamento, muitos participantes dos atos também têm cobrado alterações mais severas na legislação de proteção aos animais, sinalizando insatisfação com a atual forma de aplicação da lei e com o andamento das apurações.

O caso já motivou mobilizações culturais e sociais, incluindo petições on-line e debates sobre a necessidade de medidas mais amplas para coibir maus-tratos, além de inspirar protestos que transcendem as questões locais, unindo diferentes grupos em torno de uma pauta comum de respeito à vida animal.