Pilotada remotamente, a aeronave subiu verticalmente a 12 metros do chão, permanecendo no ar por um minutos sem realizar manobras
Por: Redação Alvoroço

O que antes parecia coisa de desenho animado e cinema, agora começa a ganhar forma na vida real. Nos anos 1960, Os Jetsons já imaginavam um futuro em que carros voavam entre prédios. Décadas depois, filmes como De Volta para o Futuro eternizaram a imagem do automóvel deixando o asfalto para cortar os céus. Hoje, esse cenário futurista dá um passo concreto rumo à realidade.
A Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer, apresentou, na última quarta-feira (17), o primeiro protótipo do chamado “carro voador”, um marco histórico para a mobilidade aérea urbana no Brasil e no mundo. O veículo, tecnicamente classificado como um eVTOL (sigla em inglês para aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical), foi desenvolvido para transportar passageiros de forma rápida, sustentável e segura, especialmente em grandes centros urbanos.
O teste foi realizado na cidade de Gavião Peixoto, interior de São Paulo. A aeronave foi pilotada remotamente, sem presença de tripulantes. O protótipo subiu verticalmente a 12 metros do chão e se manteve no ar por um minuto sem realizar manobras. O veículo possui 12 metros de comprimento e 15 metros de largura, com oito rotores e uma hélice.
Totalmente elétrico, o protótipo reforça o compromisso com a redução da emissão de poluentes e com soluções inovadoras para o trânsito das cidades, cada vez mais congestionadas. A proposta é simples e ambiciosa: transformar trajetos de até 100 quilômetros, que hoje levam horas de deslocamentos, em poucos minutos, utilizando rotas aéreas integradas ao espaço urbano.
O projeto reúne tecnologia de ponta, engenharia aeronáutica avançada e foco em sustentabilidade, marcas já consolidadas da Embraer no mercado internacional. Segundo a empresa, o “carro voador” foi pensado para operar com baixo nível de ruído, alta eficiência energética e padrões rigorosos de segurança, seguindo normas globais da aviação.
Ainda que a operação comercial dependa de regulamentações, infraestrutura adequada e testes adicionais, o lançamento coloca o Brasil em posição de destaque na corrida global pela mobilidade aérea urbana. O protótipo terá capacidade de transportar quatro passageiros, além do piloto.