De acordo com o IBGE, a população ocupada atingiu 103 milhões pessoas e o rendimento médio real habitual atingiu novo recorde
Por: Lucas Gravatá

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira (30) que o Brasil registrou queda de 5,2% na taxa de desemprego no trimestre encerrado em novembro. A menor da série histórica, iniciada em 2012, com desocupação atingindo 5,6 milhões de pessoas. Os dados fazem parte da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua.
Taxa de ocupação
A população ocupada alcançou 103 milhões de pessoas, um recorde da série histórica, no trimestre encerrado em novembro. O nível de ocupação, isto é, pessoas com 14 anos ou mais em idade para trabalhar, atingiu 59%, maior percentual da série.
O número de empregados com carteira assinada no setor privado atingiu um novo recorde, com 39,4 milhões de pessoas, incluindo trabalhadores domésticos, registrando alta de 2,6% (um milhão de novos contratos formais assinados) no ano.
O número de empregados sem carteira assinada no setor privado ficou em 13,6 milhões, mostrando estabilidade no trimestre e caindo 3,4% (menos 486 mil pessoas) no ano.
Já o número de trabalhadores por conta própria chegou a 26,0 milhões, novo recorde da série histórica. Na comparação com o trimestre encerrado em agosto, esse contingente ficou estável, mas cresceu 2,9% (ou mais 734 mil pessoas) no ano.
Subutilização
A pesquisa também apresenta um recuo na taxa de subutilização (13,5%) da força de trabalho, no trimestre encerrado em novembro, a mais baixa da série histórica. Em comparação com o trimestre encerrado em agosto, o recuo foi de 0,6 p.p (14,1%) e redução de 1,77 p.p (15,3%) na comparação com o mesmo período de 2024.
A população subutilizada chegou a 15,4 milhões, o menor contingente desde o trimestre encerrado em dezembro de 2014 (15,3 milhões), recuando 3,9% (menos 627 mil) em relação ao trimestre anterior e queda de 11,9% (menos 2,1 milhões) no ano.
Informalidade
O IBGE também aponta queda a taxa de informalidade foi de 37,7% da população ocupada (ou 38,8 milhões de trabalhadores informais). O dado ficou abaixo dos 38,0 % (ou 38,9 milhões) observados no trimestre encerrado em agosto e também foi menor que os 38,8 % (ou 39,5 milhões) atingidos no trimestre encerrado em novembro de 2024.
Massa de rendimentos
O rendimento médio real habitual da população ocupada cresceu 4,5% em relação ao mesmo trimestre móvel de 2024, atingindo um novo recorde: R$ 3.574. Em comparação ao ao trimestre anterior, o aumento foi de 1,8%, já descontados os efeitos da inflação nas duas comparações.
A massa de rendimento real habitual também atingiu novo recorde: R$ 363,7 bilhões, com altas de 2,5% (mais R$ 9,0 bilhões) no trimestre e de 5,8% (mais R$ 19,9 bilhões) no ano.