O Ibovespa renovou o recorde de fechamento nominal ao avançar 1,80%, encerrando o pregão aos 186.241 pontos. No câmbio, o dólar terminou cotado a R$ 5,18, o menor valor desde maio de 2024
Por: Lucas Gravatá

O mercado financeiro brasileiro teve um dia de forte otimismo nesta segunda-feira (9), marcado pela valorização da Bolsa e pela queda do dólar. O Ibovespa renovou o recorde de fechamento nominal ao avançar 1,80%, encerrando o pregão aos 186.241 pontos, muito próximo da máxima do dia, de 186.460 pontos.
No câmbio, o dólar recuou 0,62% e terminou cotado a R$ 5,18, o menor valor registrado em 2026 e o nível mais baixo desde maio de 2024, quando a moeda chegou a R$ 5,15. O movimento refletiu um enfraquecimento global da divisa americana, influenciado por fatores externos e domésticos.
A pressão sobre o dólar ganhou força após informações divulgadas pela Bloomberg News indicarem que reguladores chineses recomendaram a bancos do país a redução da exposição a títulos do Tesouro dos Estados Unidos. A sinalização aumentou a percepção de que investidores estrangeiros estariam diminuindo a alocação em ativos americanos, favorecendo moedas de mercados emergentes, como o real.
No cenário internacional, declarações do assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, sobre uma possível desaceleração no crescimento do emprego nos Estados Unidos também repercutiram entre investidores. A leitura reforçou apostas em uma postura mais cautelosa do Federal Reserve em relação à política de juros. O ambiente externo ainda foi impactado por desdobramentos políticos, como a eleição de António José Seguro em Portugal e a vitória do Partido Liberal Democrata no Japão.
No Brasil, o mercado acompanhou falas do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que comentou a liquidação extrajudicial do Banco Master e avaliou como exagerada a reação gerada pelo caso. A agenda doméstica também trouxe alívio com a divulgação do Boletim Focus, que apontou nova redução na projeção de inflação para 2026, agora em 3,97%.
A temporada de resultados corporativos ajudou a sustentar o bom humor, com destaque para o BTG Pactual, que reportou lucro líquido ajustado de R$ 4,6 bilhões no quarto trimestre de 2025, crescimento de 40,3% na comparação anual. O conjunto de fatores reforçou o fluxo positivo para a Bolsa brasileira e contribuiu para a queda consistente do dólar no pregão.