PSOL apoia reeleição de Lula, mas rejeita federação com o PT

A proposta previa que o PSOL passasse a integrar a federação já formada pelo PT com o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e o Partido Verde (PV), chamada de Federação Brasil da Esperança.

Por: Lucas Gravatá

Foto: Fabricio Bomjardim/Thenews2/Estadão Conteúdo

O Diretório Nacional do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) decidiu rejeitar a proposta de formar uma federação partidária com o Partido dos Trabalhadores (PT) para as eleições de 2026. A votação interna ocorreu no início no sábado, 7 de março, e teve ampla maioria contrária à união entre as siglas, encerrando semanas de negociações articuladas por lideranças da esquerda.

A proposta previa que o PSOL passasse a integrar a federação já formada pelo PT com o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e o Partido Verde (PV), chamada de Federação Brasil da Esperança. O modelo de federação obriga os partidos a atuarem juntos por pelo menos quatro anos, compartilhando estratégia eleitoral, recursos e atuação parlamentar.

Apesar de rejeitar a aliança formal, o PSOL aprovou apoiar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já no primeiro turno de 2026 e decidiu manter a federação atual com a Rede Sustentabilidade. A direção da legenda afirmou que a decisão busca preservar a autonomia política do partido, ao mesmo tempo em que mantém a unidade da esquerda na disputa nacional.

Federação Partidária

As federações partidárias são uma forma de aliança entre partidos políticos criada pela legislação eleitoral brasileira para permitir que duas ou mais siglas atuem juntas como se fossem uma única agremiação por um período de quatro anos.

Na prática, os partidos federados funcionam como se fossem um único bloco político: lançam candidaturas em conjunto, somam votos para cálculo do quociente eleitoral e devem seguir um programa político comum. Caso um partido abandone a federação antes do prazo, pode sofrer punições, como perda de acesso ao fundo partidário e ao tempo de propaganda.