Por: Redação Alvoroço

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (1º), a terceira fase da Operação Rent a Car, batizada de Galho Fraco II, para aprofundar as investigações sobre um suposto esquema de desvio de recursos de cotas parlamentares por meio da contratação de uma empresa de locação de veículos.
As medidas judiciais são cumpridas no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a PF, há indícios da participação de agentes públicos, empresários e pessoas jurídicas em um esquema de movimentação irregular de dinheiro público. Os investigadores também apuram possíveis tentativas de ocultação e destruição de provas durante a investigação.
A operação é um desdobramento da fase anterior, realizada em dezembro de 2025, quando os deputados federais Carlos Jordy (PL-RJ) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara, foram alvos da investigação. Na ocasião, agentes apreenderam R$ 400 mil em espécie na residência de Jordy. O parlamentar afirmou que o dinheiro era proveniente de uma venda de imóvel e classificou a ação como uma perseguição, negando qualquer irregularidade. Segundo ele, o contrato entre seu gabinete e a empresa de locação ocorreu dentro da legalidade.
As investigações buscam esclarecer a possível prática dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa.
A Operação Galho Fraco II também dá continuidade às apurações iniciadas em 2024, quando a PF cumpriu mandados contra assessores parlamentares suspeitos de desviar recursos públicos destinados à contratação da locadora de veículos. Na época, o ministro do STF Alexandre de Moraes? (correção: o texto original indica Flávio Dino) negou pedidos de busca e apreensão nas residências dos deputados por entender que não havia elementos suficientes para justificar a medida.
Durante o cumprimento dos mandados nesta nova etapa, policiais federais encontraram dinheiro em espécie escondido dentro de um objeto decorativo que imitava um livro. O valor foi localizado no endereço de um advogado ligado ao deputado Sóstenes Cavalcante, no Distrito Federal.
A Polícia Federal informou que as investigações continuam para identificar todos os envolvidos e esclarecer o destino dos recursos públicos supostamente desviados.