Por: Redação Alvoroço

O presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, anunciou na noite de domingo (12) que caminhoneiros pretendem iniciar uma paralisação nos portos do país a partir da meia-noite desta segunda-feira (13). Segundo ele, o movimento tem como objetivo pressionar o Senado a votar a Medida Provisória (MP) nº 1.343.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Landim, conhecido como Chorão, afirmou que a categoria aguarda há duas semanas a inclusão da proposta na pauta de votações da Casa.
“Há duas semanas, a gente vem lutando para que o Senado coloque na pauta para ser votado e até agora nada. Foi feita uma deliberação da categoria que, a partir da 0h agora do dia 13/7, os portos irão parar. A gente vai acompanhar em todos os cenários nacionais, como a gente fez em 2018”, declarou.
A medida provisória foi editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em março e propõe mudanças nas regras do piso mínimo do frete, além de atender a outras reivindicações da categoria. O texto precisa ser aprovado pelo Congresso até a próxima quinta-feira (16); caso contrário, perderá a validade.
Landim também atribuiu ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a responsabilidade pela mobilização.
“Essa manifestação, essa paralisação, não é o Chorão, não é o Pedro, não é o Zé Trovão que estão chamando. Quem está chamando essa paralisação se chama Davi Alcolumbre, presidente do Senado Federal do nosso Brasil”, afirmou.
Ainda durante a transmissão, o líder dos caminhoneiros disse que há expectativa de que a proposta seja analisada na terça-feira (14), mas orientou os profissionais a manterem a paralisação até que haja confirmação da votação.
“Terça-feira a gente tem uma sinalização que vai colocar para votar, mas a orientação é que você [caminhoneiro] não saia para viajar a partir da 0h, para que a gente possa acompanhar até terça-feira para ver se de fato vai entrar na pauta para votar, e não vamos aceitar perder essa MP, caducar ela. Davi Alcolumbre, você foi avisado. Agora você segura, meu irmão”, disse.
Até a última atualização desta reportagem, a Presidência do Senado não havia se pronunciado sobre as declarações nem sobre a possibilidade de inclusão da medida provisória na pauta de votações.