Antigo Centro de Convenções da Bahia é vendido por R$ 138,4 milhões em leilão do Governo do Estado

Por: Redação Alvoroço

Foto: Divulgação

Após permanecer desativado por cerca de uma década, o antigo Centro de Convenções da Bahia, localizado no bairro Jardim Armação, em Salvador, foi vendido em leilão realizado pelo Governo do Estado nesta segunda-feira (20).

O imóvel foi arrematado pelo Consórcio Pilar Incorporação, formado pelo Grupo Enseada e pelo Grupo André Guimarães, que apresentou uma proposta de aproximadamente R$ 138,4 milhões. O valor ficou próximo ao lance mínimo previsto no edital da licitação.

Segundo o governo estadual, os recursos obtidos com a venda serão destinados ao Fundo Financeiro da Previdência Social dos Servidores Públicos do Estado da Bahia (Funprev), conforme determina a legislação que autorizou a alienação da área.

Além da aquisição do terreno, o consórcio vencedor ficará responsável pela retirada da estrutura remanescente do antigo centro de convenções. O edital estabelece prazo para a execução do serviço, com possibilidade de abatimento de parte dos custos no valor pago pelo imóvel.

A estimativa do Governo da Bahia é de que a desmontagem custe cerca de R$ 54 milhões. O terreno possui aproximadamente 116 mil metros quadrados, já desconsiderando a Área de Preservação Permanente (APP).

Segunda tentativa de venda

Esta foi a segunda tentativa do Estado de negociar o imóvel. Em março deste ano, o terreno havia sido colocado em leilão por R$ 141,3 milhões, mas não recebeu propostas.

Para atrair investidores, o governo promoveu alterações no edital, entre elas a redução do valor mínimo de venda, a redefinição da área disponível — que passou a considerar apenas 116,7 mil metros quadrados, excluindo a APP — e a ampliação do prazo para a retirada da estrutura e limpeza do terreno.

Imóvel está fechado desde 2016

O antigo Centro de Convenções da Bahia foi interditado em setembro de 2016, após o desabamento de parte da estrutura, acidente que deixou três pessoas feridas. Na época, o problema foi atribuído ao desgaste da construção e à falta de manutenção.

A venda do imóvel foi autorizada pela Lei Estadual nº 14.386/2021, mas só pôde ser concretizada após a resolução de pendências judiciais relacionadas ao terreno, incluindo processos trabalhistas da extinta Bahiatursa e um acordo com a Prefeitura de Salvador sobre a propriedade da área.

O que poderá ser construído no local

Após a desmontagem da estrutura existente, o terreno poderá receber empreendimentos comerciais ou residenciais, desde que sejam respeitadas as normas ambientais aplicáveis à Área de Preservação Permanente.

De acordo com o edital, qualquer novo projeto dependerá do cumprimento das exigências legais e urbanísticas previstas para a região.