Ex-prefeito de Salvador acusou gestões de Fortaleza e Recife de intolerância política e comparou decisões com a programação do Festival Virada Salvador.
Por: Redação Alvoroço

O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, criticou nas redes sociais o cancelamento das apresentações da dupla Jorge & Mateus nas festas de Réveillon de Fortaleza e Recife. O político afirmou que as decisões das duas prefeituras representam intolerância política e destacou a manutenção de artistas com diferentes posicionamentos na programação da capital baiana.
Em uma publicação feita nesta quarta-feira (4), ACM Neto questionou como seria a repercussão caso Salvador retirasse da festa apresentações de artistas identificados com a esquerda, como Daniela Mercury e BaianaSystem.
“Já imaginaram se Salvador decidisse cancelar os shows de Daniela Mercury e BaianaSystem no Réveillon? Seria um escândalo, né? O discurso de censura, perseguição política e intolerância certamente ganharia as manchetes”, escreveu.
Político compara decisões de prefeituras
Na sequência, o ex-prefeito associou os cancelamentos em Fortaleza e Recife à orientação política das administrações municipais e afirmou que Salvador adotou uma postura diferente ao manter os artistas na programação do Festival Virada.
“Pois é exatamente esse tipo de postura que estamos vendo em prefeituras governadas pelo PT e seus aliados, como Fortaleza e Recife. Mas, diferente deles, Salvador deu um exemplo de respeito à democracia anunciando esses artistas entre as atrações da festa da virada”, afirmou.
ACM Neto também criticou o uso de recursos públicos para decisões relacionadas ao posicionamento político de artistas e encerrou a publicação com uma cobrança aos gestores municipais.
“Gente, prefeito não é dono do dinheiro público! Nem do voto de quem sobe no palco. Me poupe!”, concluiu.
As apresentações de Jorge & Mateus foram retiradas das programações de Réveillon de Fortaleza e Recife após a repercussão de um vídeo em que Jorge manifestou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) durante o segundo turno das eleições presidenciais.