Aneel aprova aumento na conta de luz em 2026 e pressionar orçamento das famílias

Por: Redação Alvoroço

Foto: Neoenergia Elektro

A conta de energia elétrica deve ficar mais cara para milhões de brasileiros em 2026. Projeções da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) indicam aumento médio de 5% e 15% nas tarifas, a depender da área de atuação de cada distribuidora. O percentual é superior à inflação prevista para o período.

Além da média nacional, em algumas regiões os reajustes podem ser ainda maiores. Levantamento com base em dados da Aneel mostra que os aumentos já aprovados ou em análise atingem cerca de 22 milhões de unidades consumidoras, quase 40% do total do país, com altas que, em alguns casos, chegam perto de 20%.

Os principais fatores por trás do aumento estão ligados aos custos do setor elétrico, especialmente encargos e subsídios incluídos na tarifa, como os da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que são repassados diretamente ao consumidor.

Outro impacto relevante é sobre a inflação. Estimativas indicam que a alta da energia elétrica pode adicionar cerca de 0,4 ponto percentual ao índice oficial de preços (IPCA), ampliando o efeito no custo de vida da população.

Diante desse cenário, o governo avalia alternativas para reduzir ou postergar parte dos reajustes, mas especialistas alertam que a tendência de alta nas tarifas deve se manter no curto prazo, pressionando o orçamento das famílias brasileiras.

Reajustes aprovados

  • Roraima Energia – 24,13%
  • Enel Rio – 15,6%
  • Light – 8,6%
  • CEA Equatorial – 3,54%
  • Energisa Mato Grosso do Sul – 12,1%
  • Coelba 5,18%
  • CPFL Santa Cruz – 18,89%
  • CPFL Paulista – 12,13%
  • Energisa Mato Grosso – 6,86%
  • Neoenergia Cosern – 5,40%
  • Enel Ceará – 5,78%
  • Energisa Sergipe – 6,86%

Em consulta pública

  • Copel – 19,2%
  • Energisa Sul Sudeste – 7,23%