Estado confirmou 211 infecções neste ano; Ministério da Saúde anunciou reforço no envio de vacinas. Brasil soma 665 diagnósticos.
Por: Redação Alvoroço

O Rio de Janeiro confirmou 211 casos de mpox em 2026, um aumento de 77% em relação ao ano passado. Outros 119 registros suspeitos estão em investigação. Diante do avanço das infecções, o Ministério da Saúde anunciou o reforço no envio de vacinas para o estado.
Na capital fluminense, foram registrados 74 casos em setembro e outubro, contra dez no mesmo período de 2025. O total de diagnósticos na cidade chegou a 167 neste ano.
O anúncio do reforço na distribuição de imunizantes foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no sábado (31).
“Reforçamos o volume de vacinas para o Rio de Janeiro para o controle dos casos atuais, assim como a preparação para as concentrações de final de ano. A vacinação permanece direcionada aos grupos recomendados”, declarou.
Padilha também destacou que o cenário atual no país é diferente do registrado em 2022, quando houve um surto da doença.
“É importante esclarecer que a situação atual, com 665 casos da doença no Brasil no ano, é bem diferente do surto enfrentado em 2022, quando chegamos a quase 11 mil pessoas infectadas, 1.527% a mais”, afirmou.
Transmissão e sintomas da mpox
A mpox é uma doença viral transmitida principalmente pelo contato direto com lesões na pele de pessoas infectadas. O contágio também pode ocorrer por fluidos corporais, secreções, objetos contaminados e contato próximo e prolongado com secreções respiratórias.
Entre os sintomas mais comuns estão febre, dor de cabeça, dores musculares, fraqueza, aumento dos gânglios linfáticos — conhecido como ínguas — e o surgimento de feridas ou bolhas na pele. As lesões podem aparecer no rosto, nas mãos, nos órgãos genitais e em outras partes do corpo.
A doença pode causar complicações, especialmente em pessoas com imunidade comprometida, gestantes e crianças.