Por: Redação Alvoroço

A Casas Bahia fechou 298 lojas e desligou aproximadamente 1,9 mil funcionários em uma nova etapa de redução de custos, segundo informações divulgadas pelo Valor Econômico. Os cortes ocorreram nesta semana e fazem parte do processo de reestruturação financeira da companhia.
O número de lojas encerradas corresponde a cerca de 28,7% da rede física da varejista, que terminou 2025 com 1.042 unidades.
Dados disponíveis na área de relações com investidores da empresa indicavam que, em maio de 2026, a Casas Bahia mantinha 29 lojas no Ceará.
Segundo o Valor, cerca de 600 funcionários foram demitidos na quinta-feira (13). Outros 1,3 mil a 1,4 mil desligamentos estavam previstos para a sexta-feira (14). A estimativa citada pela publicação é de que o número total de demissões possa chegar a 3 mil.
Reestruturação financeira
A redução da estrutura ocorre enquanto a Casas Bahia tenta reorganizar suas finanças. Em 2024, a companhia recorreu à recuperação extrajudicial para renegociar aproximadamente R$ 4 bilhões em dívidas.
O cenário financeiro continuou pressionado em 2026. No primeiro trimestre, a varejista registrou prejuízo líquido de cerca de R$ 1,1 bilhão.
Apesar do resultado negativo, a receita bruta consolidada aumentou 6,4% em relação ao mesmo período do ano anterior e chegou a R$ 8,8 bilhões.
O desempenho foi diferente entre os canais de vendas. As vendas digitais de produtos próprios cresceram 26% no primeiro trimestre, enquanto o faturamento das lojas físicas caiu 1,8%.
Balanço do segundo trimestre foi adiado
A Casas Bahia também alterou a data de divulgação dos resultados financeiros do segundo trimestre de 2026.
O balanço, que estava previsto inicialmente para quarta-feira (12), foi adiado para sexta-feira (14). A teleconferência da companhia com analistas está programada para segunda-feira (17).
A nova rodada de cortes ocorre, portanto, em meio aos esforços da empresa para reduzir despesas, adequar sua estrutura e melhorar a situação financeira após o processo de renegociação de dívidas.