Candidato à Presidência diz que trabalhador deveria poder escolher a própria carga horária; proposta da oposição prevê remuneração proporcional às horas trabalhadas.
Por: Redação Alvoroço

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) voltou a defender nesta terça-feira (6) uma alternativa à proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. O senador afirmou que considera mais adequada uma jornada negociada entre empregado e empregador e disse que a medida daria “liberdade ao trabalhador”.
Questionado sobre a proposta em discussão no Senado, Flávio não informou se votaria a favor ou contra o texto que prevê a redução da jornada de trabalho. O senador afirmou, porém, que tem uma proposta “infinitamente melhor” do que a apresentada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Eu tenho uma proposta infinitamente melhor do que essa proposta que tá na mesa, que é da liberdade do trabalhador, [que o trabalhador] escolha sua própria carga horária. Tem muitas mães, por exemplo, que não conseguem trabalhar oito horas por dia porque não têm com quem deixar seus filhos”, declarou Flávio.
Como funciona a proposta alternativa
A oposição apresentou a PEC 12/2026, de autoria do senador Rogério Marinho (PL-RN). O texto cria a possibilidade de um regime flexível baseado nas horas trabalhadas, com remuneração e direitos proporcionais ao tempo de trabalho. A proposta não determina o fim da escala 6×1 nem estabelece, por si só, a redução da jornada semanal.
Já a PEC 221/2019, que está em discussão no Senado, estabelece limite de 40 horas semanais, com dois dias de descanso remunerado. O texto prevê que a redução da jornada ocorra sem diminuição dos salários.
Proposta para mães
Durante a declaração, Flávio também associou a flexibilização da jornada à oferta de vagas em creches para mulheres com filhos.
O senador afirmou que pretende “garantir a creche” para essas mães e propôs um “voucher que garanta uma vaga numa creche privada, caso não consiga vaga na creche pública”.
Segundo Flávio, a combinação dessas medidas permitiria às mulheres “montar a sua jornada de trabalho diária”.
A PEC que trata do fim da escala 6×1 começou a ser discutida pelo Plenário do Senado nesta terça-feira. Antes da votação em primeiro turno, a proposta precisa passar por cinco sessões de discussão, conforme as regras do Senado.