Lula condena ataque americano à Venezuela e exige resposta firme da comunidade internacional

Para o presidente brasileiro, a ofensiva ultrapassa uma linha “inaceitável e afronta a soberania do país”

Por: Lucas Gravatá

Foto: REUTERS/Willy Kurniawan

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se pronunciou sobre o ataque americano ao território da Venezuela e a captura de Maduro, que ocorreu neste sábado (3), afirmando que a condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões.

Para o presidente brasileiro, a ofensiva ultrapassa uma linha “inaceitável e afronta a soberania do país.”

“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, disse Lula.

Lula considera que o ataque é uma flagrante violação do direito internacional e “o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo.”

O presidente defendeu uma resposta firma da comunidade internacional por meio da Organização das Nações Unidas (ONU) e que o Brasil se coloca a disposição para promover a via do diálogo e da cooperação.

O que aconteceu

Os EUA lançou um ataque contra o território da Venezuela na madruga deste sábado (3). O ataque foi acompanhado por bombardeios em alvos militares na capital, Caracas e em mais três estados do país. Helicópteros também foram vistos nos céus de Caracas.

Em sua rede social Truth Social, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o ataque e confirmou que o Maduro foi capturado junto com sua Esposa.

“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea. Essa operação foi realizada em conjunto com forças de aplicação da lei dos Estados Unidos”.