Medidas do governo federal já movimentam R$ 256,9 bilhões em 2026, aponta levantamento

Por: Redação Alvoroço

Foto: Arquivo/Agência Brasil

As medidas econômicas e sociais adotadas pelo governo federal em 2026 já somam pelo menos R$ 256,9 bilhões, segundo levantamento divulgado pela CNN Money. O cálculo reúne programas lançados ou ampliados ao longo deste ano, além de linhas de crédito e ações emergenciais implementadas pelo Executivo.

Entre os principais itens considerados está o pacote criado para reduzir os impactos da alta dos combustíveis provocada pelo conflito no Oriente Médio. Em vigor desde março, a iniciativa tem custo potencial estimado em R$ 16 bilhões.

Também integra o levantamento o programa de apoio aos exportadores afetados pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos. De acordo com a Medida Provisória aprovada pelo Congresso Nacional no início de julho, os recursos destinados à iniciativa podem alcançar R$ 15 bilhões.

O estudo ainda inclui a ampliação de programas sociais, como o aumento do orçamento destinado ao programa Gás do Povo, além de medidas voltadas à injeção de recursos na economia, como a liberação de valores do FGTS para trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário.

Segundo a análise, grande parte desses recursos está enquadrada como despesas financeiras ou extraorçamentárias. Por esse motivo, não entram no limite de gastos estabelecido pelo arcabouço fiscal nem afetam o resultado primário das contas públicas.

Apesar disso, especialistas avaliam que parte desses recursos poderia ser utilizada para reduzir o endividamento do país.

O governo, por sua vez, argumenta que as medidas têm potencial para estimular a atividade econômica, impulsionar o emprego, aumentar a renda da população e elevar a arrecadação. Um estudo técnico elaborado pela Secretaria-Executiva do Ministério do Planejamento e Orçamento estima que parte dessas ações poderá gerar um acréscimo de aproximadamente R$ 110 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB).

Em nota enviada à CNN, o Ministério do Planejamento e Orçamento afirmou que, sob a ótica fiscal, as medidas “possuem base legal, estão previstas no orçamento e, como são de natureza financeira, não afetam o resultado primário nem o limite aplicável às despesas primárias”.

A pasta acrescentou que “o fato de essas operações não impactarem o resultado primário não significa ausência de transparência ou de controle. As operações permanecem integralmente contabilizadas, auditáveis e disponíveis ao escrutínio público”, diz a nota.