Por: Redação Alvoroço

O número de casos confirmados de sarampo em São Paulo subiu para 23, segundo atualização divulgada nesta sexta-feira (7) pela Secretaria Estadual da Saúde (SES-SP). Em quatro dias, foram registrados sete novos casos, todos na capital paulista.
Na segunda-feira (3), o estado contabilizava 16 casos da doença. Dos 23 registros confirmados até agora, dois são considerados importados. Os demais estão relacionados à importação do vírus, embora a origem da infecção ainda não tenha sido identificada em todos os casos.
Segundo a SES-SP, 14 dos pacientes não tinham registro de vacinação contra o sarampo ou apresentavam o esquema de imunização incompleto.
Governo envia novas doses
Desde segunda-feira (3), o governo paulista realiza uma campanha de multivacinação com foco na imunização contra sarampo e poliomielite. A ação ocorre em meio ao aumento de casos e a relatos de falta de doses em unidades de saúde da capital.
De acordo com o governo de São Paulo, foram encaminhadas 150 mil doses da vacina tríplice viral para a capital e outras 80 mil para São Bernardo do Campo. Os lotes foram enviados na tarde de quinta-feira (6).
A vacina tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola.
A Secretaria Estadual da Saúde ressalta que cabe aos municípios definir as estratégias de armazenamento e distribuição das doses, incluindo o remanejamento dos imunizantes entre diferentes unidades de atendimento.
Cobertura vacinal está abaixo da meta
Os índices de vacinação contra o sarampo permanecem abaixo da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde. Em 2026, a primeira dose da tríplice viral alcançou cobertura de 77,5%, enquanto a segunda dose chegou a 65,5%.
A meta nacional é atingir 95% de cobertura em ambas as doses.
Os números também apresentam queda em relação ao ano passado. Em 2025, a primeira dose havia alcançado 94% de cobertura e a segunda, 84,4%.
São Paulo tem surto ativo
O Ministério da Saúde informou que São Paulo é, atualmente, o único estado brasileiro com casos confirmados de sarampo. A situação caracteriza um surto ativo, quando os registros estão relacionados e indicam a existência de uma cadeia de transmissão do vírus.
O Brasil recebeu, em 2016, o certificado de eliminação do sarampo concedido pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), após permanecer um ano sem circulação sustentada da doença.
O reconhecimento foi perdido em 2019, quando o país registrou cerca de 18 mil casos. Em 2024, o Brasil voltou a receber o certificado.
O aumento dos registros em São Paulo, no entanto, reforça o alerta das autoridades de saúde sobre a necessidade de manter a vacinação em dia para evitar a retomada da circulação do vírus.