Operação Overclean: deputado federal Félix Mendonça Jr é alvo da PF que apura desvio de emendas

Por: Redação Alvoroço

Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (13/01), a nona fase da Operação Overclean, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares, corrupção e lavagem de dinheiro. A ação teve apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal do Brasil (RFB).

Um dos alvos da PF é o deputado federal baiano Félix Mendonça Jr (PDT), que teve busca e apreensão em seus dois apartamentos, em Salvador e em Brasília.

Segundo a PF, deputado federal teria se beneficiado com propina e atuado ativamente em um esquema de desvio de emendas parlamentares a, pelo menos, três municípios da Bahia. As informações constam no relatório da operação Overclean, enviado ao STF.

Ao todo, estão sendo cumpridos nove mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), na Bahia e no Distrito Federal.

As investigações apontam que a atuação do parlamentar “extrapolou a mera alocação de recursos provenientes de emendas parlamentares”. A corporação diz que ele “participou ativamente do esquema criminoso investigado”.

A PF também evidencia que o parlamentar se beneficiava do seu então secretário parlamentar (alvo da 4ª fase da operação), “de forma reiterada, negociava a destinação de emendas a municípios baianos, solicitava pagamentos ilícitos a prefeitos beneficiados e participava da logística de repasse de propinas”.

Segundo apuração da CNN Brasil, o parlamentar teria recebido propina, “direta e indiretamente”, em razão da destinação de emendas parlamentares a, no mínimo, três municípios do estado da Bahia.

A operação foi autorizada pelo ministro Kássio Nunes Marques, do STF, que determinou o bloqueio de R$ 24 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas investigadas, com o objetivo de interromper a movimentação de valores de origem ilícita e preservar ativos para eventual reparação aos cofres públicas.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos administrativos, além de lavagem de dinheiro.