Por: Redação Alvoroço

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (25), a Operação Snooker 2, que investiga uma organização criminosa suspeita de envolvimento em corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes em operações de importação no Aeroporto Internacional de Fortaleza, no Ceará. A ação também cumpre medidas judiciais em Salvador.
Ao todo, são três mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão em Fortaleza, Caucaia e Eusébio, no Ceará, além da capital baiana. A operação conta com a participação da Receita Federal e do Ministério Público Federal (MPF).
Entre os investigados estão um auditor-fiscal aposentado da Receita Federal e dois empresários. Conforme a PF, o grupo teria uma estrutura organizada para facilitar irregularidades em operações de importação e movimentar recursos de origem suspeita.
As investigações apontam ainda que os envolvidos utilizariam empresas de fachada e pessoas interpostas, conhecidas como “laranjas”, para receber, transferir e esconder valores.
Lancha de luxo foi apreendida em Salvador
A Bahia já havia sido incluída nas investigações durante uma etapa anterior da operação. Em julho, a Polícia Federal apreendeu uma lancha de luxo na Baía de Todos-os-Santos, em Salvador.
A embarcação foi localizada nas proximidades de uma marina da cidade e, segundo os investigadores, teria relação com pessoas que são alvo da Operação Snooker.
Nesta terça, além das prisões e buscas, a Justiça Federal autorizou o bloqueio de recursos financeiros, o sequestro de imóveis e a restrição de veículos vinculados aos investigados. Também foi determinado o afastamento complementar do sigilo de dados bancários.
Investigação começou em 2025
A Operação Snooker 2 é resultado do avanço das investigações iniciadas na primeira fase da ação, deflagrada em setembro de 2025. Desde então, a PF reuniu novos elementos que embasaram os pedidos de prisão e de busca e apreensão.
As diligências desta terça-feira têm como objetivo aprofundar a participação dos suspeitos no esquema e identificar eventuais outros integrantes da organização criminosa.
Os investigadores também analisam a atuação de profissionais ligados ao setor de importação no Aeroporto Internacional de Fortaleza, além de movimentações financeiras que podem ter sido utilizadas para ocultar ou dissimular a origem de recursos.
Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes em operações de importação.