PrEP injetável aplicada a cada seis meses é aprovada pela Anvisa, mas ainda não está disponível no SUS

Por: Redação Alvoroço

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, em janeiro de 2026, o uso do lenacapavir, medicamento injetável de ação prolongada para prevenção do HIV. Aplicada apenas duas vezes por ano, a nova modalidade de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) é considerada um avanço no combate ao vírus por reduzir a necessidade de uso frequente de medicamentos.

O lenacapavir atua bloqueando o capsídeo do HIV, estrutura essencial para o ciclo de vida do vírus, impedindo que a infecção se estabeleça no organismo quando utilizado de forma preventiva.

Apesar da aprovação regulatória, o medicamento ainda não está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). O principal entrave é o custo. O Ministério da Saúde informou que recusou a primeira proposta comercial apresentada pelo fabricante por considerar o preço elevado e segue negociando condições que permitam uma futura incorporação da tecnologia à rede pública.

Enquanto isso, o governo federal concentra esforços na incorporação do cabotegravir, outra versão injetável da PrEP, aplicada a cada dois meses, que também é vista como uma alternativa para ampliar a prevenção ao HIV no país.

Estudos conduzidos pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apontam alta aceitação do lenacapavir entre os participantes, principalmente pela praticidade de receber apenas duas aplicações por ano. Especialistas avaliam que a estratégia pode contribuir para aumentar a adesão à prevenção, especialmente entre pessoas que têm dificuldade em manter o uso diário da PrEP em comprimidos.

As negociações entre o governo brasileiro e o fabricante do lenacapavir continuam, enquanto estudos sobre a implementação da tecnologia no país seguem em andamento.