Candidato derrotado questionou decisão de Cristiano Zanin, do STF, que estendeu o horário de votação até as 19h; campanha do senador também havia solicitado ampliação do prazo em municípios de cinco estados.
Por: Redação Alvoroço

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado na disputa pela Presidência da República, criticou neste domingo (25) a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou por duas horas o horário de encerramento da votação do segundo turno. Após o resultado, o senador afirmou que pretende pedir a anulação das eleições.
Em declaração à imprensa, Flávio questionou a atuação do ministro e classificou a decisão como uma mudança nas regras eleitorais durante a votação.
“O que aconteceu no dia de hoje não foi algo normal. Foi algo inaceitável. Pela primeira vez na história um ministro do STF dá uma canetada e muda a regra do jogo”, disse.
O senador também afirmou que não reconhece o resultado da eleição e defendeu que o pleito seja anulado.
“As eleições deveriam ter sido anuladas. É impossível reconhecer o resultado”, afirmou o candidato derrotado.
Campanha de Flávio também pediu extensão do horário
A crítica ocorre apesar de a própria campanha de Flávio Bolsonaro ter solicitado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a ampliação do horário de votação em municípios de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Santa Catarina.
Na ocasião, o pedido foi motivado por problemas provocados por fortes chuvas e por dificuldades no funcionamento de locais de votação em determinadas cidades.
Ao criticar a decisão de Zanin, Flávio alegou que a extensão do prazo teria provocado desigualdade entre eleitores de diferentes estados.
“Houve uma quebra total de isonomia entre os brasileiros de diferentes estados. Eu nunca vou saber em estados que as urnas não foram reabertas, quantos votos eu poderia ter”, disse.
A decisão do ministro determinou que o recebimento dos votos fosse prorrogado até as 19h, no horário de Brasília, em todas as seções eleitorais do país. O cumprimento da medida ficou sob responsabilidade do TSE.