Prefeitura considera o ato como incompatível com os valores de respeito e hospitalidade da região turística. A governadora Raquel Lyra diz que não vai terceirizar responsabilidade e que 14 pessoas já foram identificadas
Por: Lucas Gravatá

A prefeitura de Ipojuca (PE) divulgou uma nota lamentando as agressões sofridas pelos turistas de Mato Grosso na praia de Porto de Galinhas, neste sábado (27).
No comunicado, a prefeitura trata o caso como “incompatível com os valores de respeito, acolhimento e hospitalidade” da região turística.
“Desde o primeiro momento, houve atuação rápida das equipes de salva-vidas e da Guarda Municipal, garantindo a segurança do local e evitando o agravamento da situação”, segue a nota.

Em uma entrevista à Rádio Jornal, a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), também se manifestou sobre o caso, classificando como “inaceitável o caso de violência” e que o estado é uma terra acolhedora.
“Em nome do povo de Pernambuco, peço desculpas. Nossa praia é uma praia linda, nosso povo é acolhedor, que transpira carinho por aqueles que vem pra cá nos visitar”, disse Raquel Lyra.
Segundo a governadora, 14 pessoas envolvidas no ato de violência já foram identificaras pela Secretaria de Desenvolvimento Social.
Raquel ressalta que é preciso uma atuação conjunta entre a prefeitura e a Polícia, e que o governo estadual atuará junto sem terceirizar a responsabilidade.
“Não quero terceirizar responsabilidade, é importante dizer. Estaremos juntos à prefeitura, para que a gente possa atuar de maneira firme e esse caso de sábado (27), já é um caso que estamos atuando de maneira firme pra poder cuidar da segurança pública e para que essas duas pessoas que foram espancadas, sejam acolhidas”, comentou a governadora.
Entenda o caso
No último sábado (27), dois turistas de Mato Grosso foram espancados por comerciantes após desentendimento no valor a ser cobrado pelo preço da barraca de praia em Porto de Galinhas.
Johnny e Cleiton afirmaram que ao chegarem à praia, foram abordados pelos vendedores de cadeiras informando que o preço do aluguel seria de R$ 50 reais, no entanto, ao realizarem o pagamento, o valor passou para R$ 80 reais.
Os empresários relataram que após a recusa do pagamento e questionamento pelo valor diferente, foram agredidos. Um dos vendedores arremessou uma cadeira na direção de Jhonny, que caiu. No chão, as agressões continuaram com auxílio de outros comerciantes do local e passaram a agredir ele e Cleiton. De acordo com o turista, cerca de 15 pessoas participaram da ação.
“Foi um massacre. Isso que aconteceu com a gente foi um ato de atrocidade mesmo. Ninguém nos ajudou. Todo mundo filmando, mas ninguém nos ajudou. Olha como é que a gente está. Acabou com o nosso final de ano”, disse Jhonny em entrevista ao Diário de Pernambuco.
O casal afirmam que vai tomar as providências e acionar a justiça contra a prefeitura e o Estado de Pernambuco pela falta de segurança no local.