Flávio Bolsonaro usou jatinho que tinha Daniel Vorcaro entre os sócios, diz revista

Segundo a Piauí, senador viajou dos Estados Unidos ao Brasil em janeiro de 2025 acompanhado da mulher, das filhas e do advogado Willer Tomaz; aeronave também foi usada por Alexandre de Moraes meses depois.

Por: Redação Alvoroço

Gabriel Silva/Raspress/Estadão Conteúdo

O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, viajou em janeiro de 2025 dos Estados Unidos para o Brasil em um avião que tinha entre os sócios o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, segundo reportagem publicada pela revista Piauí.

O voo foi realizado em um Legacy 650, de prefixo PP-NLR, que partiu de Fort Lauderdale, na Flórida, com destino a Brasília. A aeronave é a mesma que transportou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em agosto daquele ano.

Na época da viagem de Flávio, Vorcaro detinha 33,33% da aeronave por meio da empresa Prime You. Segundo a reportagem, o senador estava acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, e das duas filhas.

Também estava no voo o advogado e empresário Willer Tomaz, que, de acordo com a Piauí, era proprietário de uma das três cotas do avião.

Como era a divisão da aeronave

A Prime You também era responsável pela operação do jato, por meio da Prime Aviation Táxi Aéreo e Serviços. Segundo a empresa, Vorcaro foi sócio da Prime You entre 2021 e setembro de 2025.

De acordo com relatório da Polícia Federal, cada uma das três cotas, equivalentes a 33,33% do avião, estava avaliada em US$ 5,5 milhões em maio de 2025.

A propriedade formal da aeronave era atribuída à Fraction 024 Administração de Bem Próprio S.A., empresa criada para administrar a propriedade compartilhada do jato.

Além de Tomaz e Vorcaro, a terceira participação era ligada ao empresário Laércio Cosentino, fundador da TOTVS. Segundo a revista, uma das cotas havia pertencido anteriormente ao empresário Gabriel Szlezynger Lacerda, da Unigel, e teria sido adquirida pela Prime You no fim de 2024.

Relação entre Flávio e Willer Tomaz

A reportagem também afirma que Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz mantinham uma relação próxima e haviam realizado outras viagens juntos.

Segundo a Piauí, em agosto de 2025, durante a campanha em São Paulo, Flávio teria utilizado um apartamento comprado por uma empresa de Tomaz. O imóvel havia sido adquirido, em fevereiro daquele ano, de Fabiano Zettel, apontado na reportagem como cunhado e operador financeiro de Vorcaro.

Tomaz afirmou, por meio de sua assessoria, que possuía uma das cotas da aeronave e disse ter descoberto apenas em abril de 2026 que Vorcaro também havia adquirido participação no avião. Segundo ele, após tomar conhecimento da sociedade, denunciou o contrato e passou a discutir o caso judicialmente.

O advogado também negou conhecer Vorcaro e afirmou que costumava oferecer “carona” a amigos quando havia disponibilidade no avião, “sem qualquer custo, contrapartida ou benefício de parte a parte”. Ele não informou à revista se Flávio havia sido seu convidado no voo.

Flávio comenta o caso

Após a publicação da reportagem, Flávio Bolsonaro comentou o episódio nas redes sociais.

“Ainda bem que na época o avião era de Willer. Imagina se fosse agora, eu teria viajado no avião de Alexandre de Moraes”, disse o senador no X.