No acumulado do ano, a taxa média de desemprego foi de 5,6%, também a mais baixa da série histórica iniciada em 2012. O número de pessoas ocupadas alcançou cerca de 103 milhões em todo o país
Por: Lucas Gravatá

O mercado de trabalho brasileiro encerrou 2025 com resultados históricos. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desocupação ficou em 5,1% no trimestre encerrado em dezembro, o menor índice já registrado pela pesquisa.
No acumulado do ano, a taxa média de desemprego foi de 5,6%, também a mais baixa da série histórica iniciada em 2012. O número de pessoas ocupadas alcançou cerca de 103 milhões em todo o país.
Outro destaque foi o rendimento médio mensal do trabalhador, que atingiu R$ 3.560 em 2025, estabelecendo novo recorde. O valor representa um crescimento de 5,7% em relação a 2024, o equivalente a um aumento de R$ 192.
O contingente de trabalhadores com carteira assinada no setor privado também chegou ao maior patamar já observado, com 38,9 milhões de pessoas, um avanço de aproximadamente 1 milhão em comparação ao ano anterior.
Entre os principais indicadores anuais, o IBGE aponta que o número de desocupados caiu para 6,2 milhões de pessoas, redução de cerca de 1 milhão (-14,5%) frente a 2024. Houve ainda queda no total de empregados sem carteira assinada no setor privado, que somaram 13,8 milhões (-0,8%), e no número de trabalhadores domésticos, que recuou para 5,7 milhões (-4,4%). Já o grupo de trabalhadores por conta própria chegou a 26,1 milhões, o maior já registrado.
A taxa de informalidade também apresentou redução, passando de 39% em 2024 para 38,1% em 2025. Para a coordenadora da pesquisa, Adriana Beringuy, apesar da queda, o percentual ainda é expressivo e reflete uma característica estrutural do mercado de trabalho brasileiro, fortemente influenciado pela informalidade, especialmente nos setores de comércio e serviços.
A Pnad Contínua investiga a situação do mercado de trabalho entre pessoas com 14 anos ou mais, considerando diferentes formas de ocupação, com ou sem carteira assinada, temporárias ou por conta própria. São consideradas desocupadas apenas aquelas que buscaram trabalho nos 30 dias anteriores à pesquisa, que abrange cerca de 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.
O levantamento é divulgado um dia após os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. Embora dezembro tenha registrado saldo negativo de 618 mil vagas formais, o resultado consolidado de 2025 foi positivo, com a criação de quase 1,28 milhão de empregos com carteira assinada no país.