Pré-candidato defende mudanças na Previdência, como mais tempo de contribuição, e afirma que ganhos acima da inflação pressionam as contas públicas
Por: Redação Alvoroço

O pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) afirmou que o Brasil não tem condições de conceder aumentos reais — acima da inflação — para aposentados. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Canal Livre, exibido no domingo (3).
Segundo Zema, os reajustes dos benefícios previdenciários deveriam ser limitados à inflação. “Não podemos estar (sic) dando ganhos reais, de forma alguma, para quem está aposentado”, disse. Ele argumentou que esse tipo de aumento pressiona as contas públicas e que o país “não comporta” esse modelo atualmente.
Durante a entrevista, o pré-candidato também defendeu mudanças na Previdência, incluindo o aumento do tempo de contribuição, com base na expectativa de vida da população. Para ele, esse mecanismo ajudaria a equilibrar o sistema no longo prazo.
Zema afirmou ainda que pretende manter a vinculação entre o salário mínimo e as aposentadorias, mas com correção apenas pela inflação, sem ganhos reais. “Ninguém vai perder nada”, declarou.
A proposta contrasta com o modelo atual, em que o salário mínimo pode ter reajustes acima da inflação, impactando diretamente o valor de benefícios previdenciários. O pré-candidato defende que eventuais ganhos reais no salário mínimo sejam definidos pelo mercado, e não por política pública.
Atualmente, a correção do salário mínimo no Brasil segue uma regra que combina inflação + crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), limitado a 2,5% além do IPCA, para evitar aumento excessivo dos gastos públicos.