Homem deu um tapa no rosto da funcionária após discussão durante atendimento em Luís Eduardo Magalhães; suspeito deixou o local e não foi preso
Por: Redação Alvoroço

Uma operadora de caixa de 22 anos foi agredida por um cliente dentro de um supermercado em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia. O caso aconteceu na terça-feira (19) e foi registrado por câmeras de segurança do estabelecimento.
As imagens mostram que a funcionária atendia o cliente quando ele segurou o queixo da jovem enquanto ela passava as compras. Em reação, a operadora afastou o braço do homem com um tapa. Em seguida, o cliente revidou e atingiu o rosto da trabalhadora.
De acordo com o gerente do supermercado, o homem alegou que a funcionária estaria passando os produtos de forma rápida, o que teria provocado danos a frutas e verduras. Após a agressão, colegas retiraram a vítima do caixa e a encaminharam para uma área interna do estabelecimento.
Testemunhas e outros funcionários discutiram com o suspeito após o ocorrido. Mesmo depois da agressão, ele permaneceu no local concluindo as compras antes de deixar o supermercado. O boletim de ocorrência foi registrado pela vítima e pela gerência no mesmo dia.
Segundo apuração do g1, o homem tem 57 anos, atua no comércio varejista e atacadista e foi candidato a vereador no município em 2020, quando ficou como suplente. Informações divulgadas após o caso apontaram que ele teria se apresentado como pastor. No entanto, entidades religiosas da cidade informaram que ele não integra seus quadros ministeriais nem possui função pastoral.
A repercussão do caso levou o governador Jerônimo Rodrigues a se pronunciar nas redes sociais. O chefe do Executivo estadual classificou a agressão como uma atitude inaceitável e cobrou providências.
“Vi com indignação e revolta as imagens do caso em que uma atendente de supermercado foi vítima de agressão na cidade de Luís Eduardo Magalhães. O ataque a uma trabalhadora no exercício de suas atividades é uma atitude repugnante que merece uma firme resposta da Justiça. Não podemos admitir que o ódio, a violência e a discriminação se instalem em nosso país”, afirmou.
Jerônimo também informou que determinou o acompanhamento do caso pelos órgãos estaduais e disse que o governo está em contato com o Ministério Público.
Em nota, o supermercado afirmou que está prestando assistência à funcionária e colaborando com as investigações. “Não toleramos qualquer forma de violência contra nossos colaboradores, parceiros ou clientes. Nossas equipes são treinadas para oferecer o melhor atendimento com respeito e profissionalismo, e esperamos o mesmo tratamento em contrapartida”, informou a empresa.
O caso é investigado pela Polícia Civil como lesão corporal. Até o momento, ninguém foi preso.