Por: Redação Alvoroço

O atacante Richarlison revelou, por meio das redes sociais, que enfrenta uma disputa judicial envolvendo a posse de uma mansão adquirida por cerca de R$ 10 milhões. Segundo o jogador da seleção brasileira e do Tottenham, o caso envolve o senador Flávio Bolsonaro (PL) e já se arrasta há anos.
“Realmente gastei em torno de 10 milhões lá e simplesmente me tomaram. E estou até hoje sem receber a minha grana!”, escreveu o atleta ao comentar uma publicação da advogada especialista em direito imobiliário Ana Paula Zantut.
O comentário foi feito em um vídeo divulgado pela advogada na última terça-feira (30), no qual ela explica os detalhes do processo. De acordo com Zantut, Richarlison e seu empresário adquiriram a propriedade do imóvel, enquanto a posse foi posteriormente negociada com o advogado Tomaz Willer, ligado ao senador Flávio Bolsonaro.
“E que agora eles estão brigando pra quem tem, de fato, a posse”, afirmou a advogada.
Segundo ela, o jogador continua sendo proprietário da mansão, mas o direito de posse — que garante o uso e a ocupação do imóvel — está com Tomaz Willer.
“Richarlison e o empresário dele possuem a propriedade, são os donos. Mas Tomaz Willer, advogado de Flávio, possui o direito de posse, ou seja: a moradia e uso do imóvel. Cada um comprou uma coisa e agora discutem a legalidade dessa posse para que o Richarlison possa voltar exercer o direito de uso/moradia do imóvel”, explicou.
Ainda de acordo com a advogada, o centro da disputa é a validade do contrato que transferiu a posse da propriedade. Uma das sócias da empresa M Locadora, que detinha esse direito, afirma ter sido induzida a erro ao assinar o documento em cartório.
“Agora o que está se discutindo não é só posse, mas é legalidade dessa posse. Porque se você faz um contrato simulado, que induz o outro a erro, esse contrato pode de fato ser anulado. Inicialmente, o que começou a ser discutido é que quem tem a posse, de fato, é Tomaz Willer, porque ele tinha um contrato de posse, apesar da propriedade ser de outra pessoa. A discussão é a legalidade desse fato. Porque se esse contrato foi firmado com alguma irregularidade, pode, sim, ser anulado, e a propriedade voltar para Richarlison e seu empresário”, disse Zantut.
O caso segue em tramitação na Justiça, que deverá decidir sobre a validade do contrato de transferência da posse e definir quem terá o direito de utilizar o imóvel.