Por: Lucas Gravatá

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria atuado nos bastidores para tentar garantir a presença do atacante Folarin Balogun nas oitavas de final da Copa do Mundo. Segundo informações publicadas pelo jornal The New York Times, Trump ligou para o presidente da Fifa, Gianni Infantino, pedindo a revisão da punição aplicada ao jogador da seleção norte-americana.
Balogun havia sido expulso na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e, inicialmente, cumpriria suspensão automática no confronto contra a Bélgica. No entanto, o Comitê Disciplinar da Fifa decidiu anular o cartão vermelho, liberando o atacante para a partida decisiva.
De acordo com a publicação, a ligação de Trump não foi a única tentativa de influência sobre o caso. Integrantes do governo americano e aliados da Federação de Futebol dos Estados Unidos também teriam participado de articulações para defender a revisão da decisão.
Entre eles estariam o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, e o empresário Scott Goodwin, investidor e apoiador da federação norte-americana. Advogados também teriam sido mobilizados para acompanhar o processo junto ao Comitê Disciplinar da Fifa.
Em resposta às informações, Goodwin minimizou a repercussão e negou qualquer interferência indevida.
“Assim como outros 300 milhões de americanos, fiquei furioso com a expulsão e inspirado pela resposta da equipe. Entrei em contato com a Federação de Futebol dos EUA (como muitos outros fizeram) e me disseram que eles estavam envolvidos no processo com o Comitê Disciplinar Independente da FIFA e que esse processo precisava seguir seu curso.”
Após a decisão da Fifa de cancelar a suspensão de Balogun, Trump usou as redes sociais para comemorar o resultado e agradecer à entidade.
“Obrigado, FIFA, por fazer a coisa certa e reverter uma grande injustiça”, escreveu o presidente dos Estados Unidos.
Com a punição revertida, Balogun ficou à disposição da seleção norte-americana para o duelo das oitavas de final da Copa do Mundo.