Por: Redação Alvoroço

A prévia da inflação oficial do país ficou praticamente estável em julho. O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) registrou alta de 0,06% no mês, segundo dados divulgados nesta terça-feira (28) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O resultado veio abaixo das projeções do mercado financeiro. Analistas consultados pela Reuters estimavam avanço de 0,19%, enquanto a expectativa da Broadcast era de alta de 0,21%.
O principal impacto sobre o índice partiu do grupo Habitação, que apresentou alta de 0,97%. Dentro desse segmento, a energia elétrica residencial avançou 3,03%, sendo o item que mais influenciou o resultado do mês, de acordo com o IBGE.
Também registraram aumento os grupos de Saúde e Cuidados Pessoais, com alta de 0,28%, Despesas Pessoais, que subiram 0,08%, e Transportes, que avançaram 0,11%. Neste último, o destaque foi o aumento de 11,70% nas passagens aéreas.
Por outro lado, a queda nos preços dos alimentos ajudou a limitar a inflação no período. O grupo Alimentação e Bebidas recuou 0,66%, com destaque para a alimentação no domicílio, que caiu 1,14%.
Entre os produtos que mais contribuíram para essa redução estão o tomate, com queda de 19,95%, a batata-inglesa, que ficou 10,03% mais barata, e o café moído, cujo preço recuou 3,13%.
Outros grupos também registraram deflação em julho. Vestuário caiu 0,33%, enquanto Educação teve recuo de 0,04% e Comunicação apresentou queda de 0,02%.
No acumulado de 2026, o IPCA-15 soma alta de 3,51%. Já no período de 12 meses, o índice alcança 4,52%.
Em julho de 2025, a prévia da inflação havia sido de 0,33%. No mês anterior, junho de 2026, o IPCA-15 registrou alta de 0,41%, enquanto o IPCA oficial fechou o mês com avanço de 0,16%, após registrar 0,58% em maio.