“Nós vamos matar quem roubar”; diz Renan Santos ao defender endurecimento da segurança

Por: Lucas Gravatá

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O candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, gerou forte repercussão durante o lançamento oficial de sua candidatura ao Palácio do Planalto ao defender medidas mais rígidas de combate à criminalidade. O evento ocorreu no sábado (1º), em São Paulo, durante o 1º Congresso Nacional da legenda.

A declaração que mais chamou atenção ocorreu ao abordar propostas para a área de segurança pública. Em seu discurso, Renan afirmou que os brasileiros poderiam adquirir bens sem medo da violência porque, segundo ele, o governo adotaria uma postura de enfrentamento rigoroso contra criminosos.

“Vocês vão comprar seu celular. Vocês vão comprar a sua casa. Vocês vão comprar seu carro… E ninguém vai roubar nada que é teu, porque nós vamos matar quem roubar”, declarou o presidenciável.

A fala repercutiu imediatamente entre apoiadores, adversários políticos e especialistas, gerando debates sobre os limites do discurso de segurança pública durante a campanha eleitoral.

Após o evento, Renan Santos foi questionado por jornalistas sobre a declaração e afirmou que sua fala estava relacionada ao combate ao crime organizado e aos confrontos envolvendo forças de segurança. Segundo ele, o Brasil vive uma situação comparável a uma guerra contra a criminalidade.

O candidato argumentou que sua proposta envolve o fortalecimento das ações policiais e que eventuais mortes ocorreriam em situações de confronto armado, quando criminosos reagissem às operações. Ele também afirmou que prefere que suspeitos se rendam para evitar vítimas entre os agentes de segurança.

Além do discurso sobre segurança, o partido Missão apresentou seu plano de governo, denominado “Livro Amarelo”. O documento estabelece cinco metas principais para um eventual mandato presidencial.

Entre os objetivos anunciados estão a redução do número de homicídios para menos de 10 mil casos por ano, a diminuição das taxas de juros para patamares inferiores a 6%, a redução da dependência de programas sociais por meio da ampliação do emprego formal, a urbanização de milhares de comunidades e a ampliação dos índices de alfabetização infantil.

O lançamento da candidatura também reforçou a estratégia política de Renan Santos de se apresentar como uma alternativa de direita independente. Durante o evento, o presidenciável direcionou críticas tanto ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto a integrantes do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

A declaração sobre segurança pública, no entanto, acabou se tornando o principal assunto do encontro e deve continuar repercutindo ao longo da corrida eleitoral.

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