São Paulo registra os primeiros casos humanos de febre do Nilo Ocidental

Por: Redação Alvoroço

Foto: Jim Gathany – 23.nov.2015 / CDC via Reuters

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou, nesta segunda-feira (24), os dois primeiros casos humanos de “febre do Nilo Ocidental no estado”. As pacientes são moradoras de Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, no interior paulista.

O primeiro caso é de uma mulher de 34 anos, residente em Ribeirão Preto, que havia viajado “recentemente para a região amazônica”. Ela apresentou a doença, recebeu atendimento e já está recuperada.

O segundo caso envolve uma jovem de 18 anos, de São José do Rio Preto, “que está internada sob cuidados médicos”. O estado de saúde dela não teve outros detalhes divulgados.

Segundo a SES, a origem da infecção ainda está sendo “investigada pelas equipes de saúde”. Os dois diagnósticos foram confirmados por exames laboratoriais realizados pelo Instituto Adolfo Lutz.

Esta é a primeira vez que “São Paulo” confirma casos humanos “de febre do Nilo Ocidental.”

Como ocorre a transmissão?

A febre do Nilo Ocidental é causada por um vírus transmitido principalmente pela picada de mosquitos infectados, especialmente pernilongos. As aves silvestres são consideradas os principais reservatórios naturais do vírus e desempenham papel importante na sua circulação, servindo como fonte de infecção para os mosquitos.

Além dos seres humanos, equinos, primatas não humanos e outros mamíferos também podem ser infectados.

Medidas de prevenção

As autoridades de saúde orientam a população a adotar medidas para reduzir o risco de transmissão:

  • Evitar o acúmulo de água parada;
  • Não descartar lixo em valas, córregos, rios ou áreas de drenagem;
  • Redobrar os cuidados em atividades realizadas ao ar livre, especialmente por profissionais expostos a mosquitos;
  • Evitar o contato direto com animais mortos sempre que possível.

Santa Catarina confirma dois casos e uma morte

Também nesta segunda-feira (24), a Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina confirmou dois casos da doença. Um deles evoluiu para óbito: uma mulher de 77 anos, moradora de Imbituba.

O segundo paciente, um homem de 56 anos residente em Caçador, ficou internado, mas recebeu alta hospitalar.

De acordo com a secretaria catarinense, ambos “apresentaram manifestações neurológicas” e seguem em investigação epidemiológica para identificar “possíveis locais de infecção” e entender a “circulação do vírus” na região.