Por: Redação Alvoroço

O candidato à Presidência da República pelo Avante, Augusto Cury, defendeu neste sábado (29) o uso de tecnologia como ferramenta de prevenção à violência contra mulheres. Durante entrevista à TV Globo, ele propôs a criação de um aplicativo de emergência conectado a drones equipados com sirenes para auxiliar em situações de risco.
Segundo Cury, a tecnologia poderia ser utilizada principalmente em grandes cidades. A ideia seria que a mulher acionasse um alerta pelo aplicativo ao identificar uma situação de ameaça. A partir do chamado, drones seriam enviados ao local para emitir sinais sonoros e tentar interromper uma possível agressão.
A proposta foi questionada pela jornalista Renata Vasconcellos, que apontou dificuldades para implementar o sistema em regiões com problemas de conexão à internet e infraestrutura limitada.
Cury afirmou que a discussão não deveria se concentrar no funcionamento dos drones.
“Você está se prendendo a um detalhe pequeno”, disse o candidato.
Em seguida, ao responder à jornalista, afirmou: “Esquece o drone, Renata”.
O candidato argumentou que o principal objetivo da proposta seria criar uma ferramenta capaz de permitir que mulheres peçam ajuda rapidamente diante de uma situação de perigo.
A discussão ocorreu durante a sabatina, que também abordou temas como digitalização dos serviços públicos, redução da estrutura do governo federal e a criação de um Ministério da Inteligência Artificial.
Última sabatina da TV Globo
A entrevista de Augusto Cury encerrou a série de sabatinas da TV Globo com os seis candidatos à Presidência mais bem posicionados na pesquisa Quaest divulgada em 14 de agosto.
A conversa foi conduzida pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli, ao vivo, após o Jornal Nacional.
Durante a entrevista, Cury apresentou a proposta de combate à violência contra a mulher como uma resposta ao número de feminicídios no país. A estratégia defendida pelo candidato combina o acionamento de emergência por aplicativo com o uso de tecnologia para tentar agilizar a chegada de ajuda às vítimas.
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