Caiado diz que morar na Bahia é ‘cinco vezes mais perigoso’ do que na Ucrânia

Por: Redação Alvoroço

Foto: Divulgação

O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta terça-feira (18), em Brasília, que considera mais perigoso morar atualmente na Bahia do que na Ucrânia, país que enfrenta uma guerra desde a invasão russa, em 2022.

A declaração foi dada durante o evento “O Brasil em Debate com os Presidenciáveis”, realizado em Brasília. Caiado participava do painel sobre Ambiente de Negócios, Competitividade e Desenvolvimento Econômico quando abordou o tema da segurança pública.

Ao se dirigir ao encarregado de negócios da Ucrânia no Brasil, Oleg Vlasenko, que estava presente no encontro, o candidato afirmou:

“É cinco vezes mais perigoso o senhor morar hoje na Bahia do que na Ucrânia. Isso, estatisticamente, hoje, é mais perigoso você morar na Bahia do que na Ucrânia”.

Caiado também mencionou dados que, segundo ele, são oficiais. O candidato afirmou que 110 mil brasileiros teriam sido mortos na Bahia ao longo de 15 anos, sendo 66 mil deles jovens.

Segurança pública

O candidato utilizou os números sobre violência para defender sua proposta de segurança pública. Na avaliação de Caiado, o fortalecimento de organizações criminosas representa uma ameaça às instituições democráticas.

Durante a apresentação, ele afirmou que áreas e atividades dominadas ou influenciadas pelo crime precisam ser “reconquistadas” pelo Estado.

A segurança pública é uma das principais áreas abordadas pelo candidato em seu discurso de campanha.

Críticas à economia

Durante o mesmo evento, Caiado também criticou a política econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O candidato direcionou as críticas principalmente ao atual nível das taxas de juros. Segundo ele, o custo elevado do crédito representa uma dificuldade para empresas brasileiras e pode comprometer a atividade econômica.

A comparação feita por Caiado entre a Bahia e a Ucrânia se tornou o principal destaque de sua participação no encontro.