Durante sabatina na Globo, candidato à Presidência afirmou que seguiu a opinião da maioria dos brasileiros, mas questionou se a mudança na jornada será suficiente para resolver problemas como violência e endividamento.
Por: Redação Alvoroço

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, voltou a questionar o fim da escala de trabalho 6×1 durante sabatina realizada pela TV Globo na noite desta sexta-feira (18). Apesar das críticas à mudança, ele afirmou que votou a favor da proposta por considerar que a maioria dos trabalhadores brasileiros apoia a alteração.
Ao justificar sua posição, Flávio disse que levou em conta as opiniões que ouviu durante seus contatos com a população.
“Votei conforme o que ouvi nas ruas, como eu vi que a grande maioria dos trabalhadores que eles estavam favoráveis ao fim da escala 6×1, eu resolvi seguir a vontade da maioria dos trabalhadores brasileiros.”
Na sequência, o senador questionou se a adoção de uma jornada com cinco dias de trabalho e dois de descanso seria suficiente para melhorar as condições de vida dos trabalhadores. Ele relacionou a folga adicional a problemas como a insegurança nos transportes públicos e as dificuldades financeiras enfrentadas pela população.
“E digo mais, não pode ficar só nessa folga extra, todo mundo quer trabalhar menos e ganhar mais… o problema é que durante essa sua folga, com mais um dia de folga, você vai continuar andando de ônibus e sendo assaltado. Com um dia a mais de folga você vai continuar indo dormir preocupado porque você está devendo e seu salário não durando trinta dias.”
A declaração foi feita durante a entrevista, na qual o candidato voltou a abordar os possíveis efeitos da mudança na jornada de trabalho. Em sua argumentação, Flávio defendeu que a discussão não deve se limitar à quantidade de dias de descanso, mas também considerar questões relacionadas à segurança pública e ao poder de compra dos trabalhadores.
A escala 6×1 prevê seis dias consecutivos de trabalho para um dia de descanso. A proposta de mudança busca ampliar o período de folga semanal, com a adoção de modelos como o 5×2, que prevê cinco dias de trabalho e dois de descanso.