Cantor baiano ficou conhecido nacionalmente por sucessos como “Milla” e “Beijo na Boca”; artista tratava um linfoma desde 2025.
Por: Redação Alvoroço

O cantor Netinho, um dos nomes marcantes do axé music, morreu nesta terça-feira (13), aos 60 anos, em Salvador. O artista enfrentava um linfoma, tipo de câncer que afeta o sistema linfático, diagnosticado em março de 2025. A morte foi noticiada pelo UOL, mas a causa do falecimento ainda não havia sido divulgada na publicação inicial.
Conhecido por sucessos como “Beijo na Boca”, “Fim de Semana” e “Milla”, Netinho ajudou a popularizar o axé music no Brasil e no exterior, especialmente a partir da década de 1990.
O cantor revelou o diagnóstico da doença após ser internado no Hospital Aliança Star, em Salvador, com fortes dores nas pernas. Desde então, compartilhou com os fãs atualizações sobre o tratamento. Em 2026, após o retorno do linfoma, precisou retomar os cuidados médicos e voltou a ser internado na capital baiana.
Início da carreira na Bahia
Ernesto de Souza Andrade Júnior, conhecido artisticamente como Netinho, nasceu em 12 de julho de 1966, em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano. Ainda criança, mudou-se com a família para Salvador, onde começou a desenvolver sua relação com a música.
Aos 14 anos, ganhou o primeiro violão da mãe. Dois anos depois, ingressou no curso de Engenharia Civil da Universidade Católica do Salvador (Ucsal), enquanto fazia apresentações em escolas. Mais tarde, passou a tocar profissionalmente em bares, com repertório de música popular brasileira e bossa nova.
Em 1988, assumiu os vocais da Banda Beijo e estreou no Carnaval de Salvador. No mesmo ano, alcançou projeção nacional com “Beijo na Boca”. A música abriu caminho para outros sucessos, como “Estrela Primeira”, “Barracos” e “A Vida é Festa”.
Sucesso com “Milla”
Em 1993, Netinho iniciou a carreira solo. Três anos depois, lançou “Milla”, canção que se tornou um dos grandes símbolos do axé music e consolidou o cantor como um dos principais nomes dos trios elétricos.
A música ampliou a presença do gênero em outros países, e Netinho passou a realizar apresentações internacionais, incluindo shows na Itália e no Chile.
Além da carreira nos palcos, o artista investiu no setor musical como empresário. Ele abriu um estúdio de gravação e mixagem no Rio de Janeiro, que recebeu artistas como Maria Bethânia, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Laura Pausini e Lenny Kravitz. Também criou um selo voltado ao lançamento de novos talentos baianos.
Entre 1997 e 2003, Netinho foi casado com a jornalista Mariana Trindade. Os dois tiveram uma filha, Bruna Trindade.