Por: Redação Alvoroço

A Prefeitura de Salvador decretou situação de emergência ambiental na região de São Tomé de Paripe, no Subúrbio Ferroviário da capital baiana, após a constatação de contaminação química em áreas costeiras da localidade. A medida foi oficializada por meio de decreto publicado na última segunda-feira (8) e terá validade inicial de 90 dias.
Com a decisão, o município poderá adotar ações emergenciais para minimizar os impactos ambientais, prestar assistência à população afetada e acelerar os trabalhos de recuperação da área atingida. O decreto também autoriza a mobilização de órgãos municipais para atuar de forma integrada no enfrentamento da situação.
Contaminação motivou medida
Segundo o documento, a emergência foi decretada em razão do derramamento de substâncias químicas em ambientes marinhos e recursos hídricos da região, caracterizando um desastre ambiental.
A área afetada foi delimitada pela Defesa Civil de Salvador, enquanto estudos realizados pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos identificaram níveis elevados de metais pesados em organismos marinhos coletados no local.
As análises apontaram a presença de ferro, cobre e zinco em concentrações significativas, especialmente em moluscos bivalves, como ostras e mexilhões. De acordo com os levantamentos técnicos, os índices encontrados nesses organismos foram superiores aos registrados em crustáceos analisados na mesma região.
O decreto municipal cita que a contaminação estaria associada a atividades desenvolvidas pelas empresas Gerdau e Intermarítima, com reflexos sobre a faixa costeira de São Tomé de Paripe.
Município poderá buscar apoio federal
Com a situação de emergência oficialmente reconhecida no âmbito municipal, a prefeitura poderá solicitar ao governo federal o reconhecimento da ocorrência, medida que possibilita o acesso a recursos destinados a ações de assistência, mitigação dos danos e recuperação ambiental.
A administração municipal informou que o monitoramento da área continuará sendo realizado e que novas providências poderão ser adotadas conforme o avanço das investigações e dos estudos técnicos sobre a contaminação.
O caso segue sendo acompanhado pelos órgãos ambientais e de defesa civil, que avaliam a extensão dos impactos sobre o ecossistema e sobre as comunidades que dependem da atividade pesqueira na região.