Candidato do Missão citou ações do governo Donald Trump e defendeu que combate ao crime organizado seja conduzido pelas forças brasileiras.
Por: Redação Alvoroço

O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) afirmou nesta terça-feira (22) que considera possível uma interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. A declaração foi dada durante entrevista ao Jornal da Record.
“Eu venho denunciando de maneira clara a interferência americana nas eleições brasileiras”, disse. Em seguida, citou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump:
“Donald Trump está almejando ter controle do canal do Panamá, um país livre, e agora o Donald Trump quer interferir no Brasil.”
Renan mencionou, como exemplos de ações que, segundo sua avaliação, indicariam interesses norte-americanos na região, a presença militar dos EUA na Groenlândia, declarações de Trump sobre terras raras brasileiras e a atuação americana na Venezuela.
O candidato também citou o Escudo das Américas, aliança que nesta terça-feira anunciou medidas contra 24 organizações classificadas como ameaças ligadas ao narcotráfico, entre elas o PCC e o Comando Vermelho.
Renan defende atuação das forças brasileiras
Apesar de defender uma articulação internacional para enfrentar organizações criminosas, Renan afirmou ser contrário à presença ou interferência estrangeira no território brasileiro.
“Quem terá a honra de destruir o crime organizado no Brasil serão as forças policiais brasileiras”, afirmou.
O candidato também defendeu que o Brasil mantenha autonomia em relação às potências estrangeiras. Em entrevista, disse que o país não deveria se alinhar automaticamente aos Estados Unidos ou à China.