A resposta iraniana marca uma escalada significativa no confronto entre Teerã e as forças dos EUA e de Israel, pouco depois da ofensiva inicial que atingiu várias cidades iranianas, incluindo Teerã.
Por: Lucas Gravatá

O Irã reagiu neste sábado (28) aos ataques militares coordenados pelos Estados Unidos e Israel com uma ofensiva retaliatória que incluiu lançamento de mísseis e drones contra alvos israelenses e bases americanas espalhadas pelo Oriente Médio. A resposta iraniana marca uma escalada significativa no confronto entre Teerã e as forças dos EUA e de Israel, pouco depois da ofensiva inicial que atingiu várias cidades iranianas, incluindo Teerã.
Segundo agências internacionais, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã anunciou a “primeira onda” de ataques com mísseis e drones contra território israelense, enquanto instalações militares dos EUA em países do Golfo, como Bahrein, Kuwait, Qatar e Emirados Árabes Unidos, também foram alvos da retaliação, com defesas aéreas tentando interceptar os projéteis lançados por Teerã.
O governo iraniano classificou a ofensiva dos EUA e de Israel como uma “agressão militar criminosa” que violou a soberania nacional e afirmou que sua resposta seria “decisiva” e em defesa da pátria. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores iraniano disse que o país havia esgotado todas as tentativas diplomáticas antes das hostilidades e que agora está preparado para “confrontar qualquer agressão com autoridade”.
Além dos mísseis lançados, houve relatos de sirenes soando em diversas cidades de Israel, indicando tentativas de interceptação de projéteis, assim como o fechamento temporário de espaços aéreos em países vizinhos como Iraque e Emirados Árabes Unidos devido às explosões e ameaças de escalada.
A retaliação iraniana ampliou temores de um conflito mais amplo na região, com potências do Oriente Médio expressando preocupação pela possibilidade de expansão das hostilidades. A situação segue em rápida evolução, com autoridades internacionais acompanhando de perto os desdobramentos e reforçando apelos por contenção e retorno ao diálogo.