Arafi passa a comandar o chamado Conselho de Liderança, órgão provisório responsável por exercer as atribuições do líder supremo até que seja escolhido um sucessor definitivo.
Por: Lucas Gravatá

O aiatolá Alireza Arafi foi eleito neste domingo (1º) líder supremo interino do Irã, segundo informações divulgadas por agências estatais iranianas. Ele assume a chefia temporária do Estado após a morte do aiatolá Ali Khamenei, ocorrida durante ataques coordenados pelos Estados Unidos e por Israel contra o território iraniano, em meio à escalada militar na região.
Arafi passa a comandar o chamado Conselho de Liderança, órgão provisório responsável por exercer as atribuições do líder supremo até que seja escolhido um sucessor definitivo. O conselho atua como instância transitória para assegurar a continuidade institucional enquanto a Assembleia de Peritos conduz o processo sucessório previsto na Constituição iraniana.
Clérigo influente e até então integrante do Conselho dos Guardiães, Arafi foi nomeado como membro jurista da estrutura temporária e terá papel central na coordenação política do país durante o período de transição. Ele atuará ao lado do presidente Masoud Pezeshkian e do chefe do Judiciário, Gholamhossein Mohseni Ejei, que também integram o arranjo institucional provisório.
A Assembleia de Peritos, composta por 88 clérigos eleitos por voto direto para mandatos de oito anos, é o órgão constitucional encarregado de nomear, supervisionar e eventualmente destituir o líder supremo. Apenas religiosos podem concorrer às cadeiras, e as candidaturas precisam ser previamente aprovadas pelo Conselho dos Guardiães, responsável por examinar a elegibilidade dos postulantes.
A eleição de Arafi ocorre em um momento de elevada tensão regional e incerteza política interna. Analistas internacionais avaliam que o processo sucessório poderá redefinir o equilíbrio de poder no Irã, influenciando tanto a condução da política externa quanto os rumos do confronto com Estados Unidos e Israel nas próximas semanas.